Há não muito tempo
atrás, a Igreja era bastante categórica a respeito de casais sem o sacramento
do Matrimônio e também acerca de pessoas homossexuais. Tanto os ministros
ordenados quanto os não ordenados, na sua grande maioria, proibiam
categoricamente a participação destes casais e destas pessoas nos serviços pastorais
da Igreja e, em muitos casos, eram excomungados e proibidos até mesmo de
participar da Eucaristia dominical. Eram assinalados como pecadores públicos,
fatalmente condenados ao inferno.
Na atualidade, a Igreja
tem-se pronunciado com mais misericórdia e tem-se referido aos casais sem o
sacramento do Matrimônio e às pessoas homossexuais com a caridade que distingue
os cristãos dos não cristãos.
Uma coisa é certa: um
serviço pastoral - seja ele qual for - deve ser assumido por membros da Igreja
suficientemente evangelizados e pastoralmente preparados pela capacitação
teórica e prática. Em outras palavras, pessoas recém chegadas à Igreja, com uma
vivência sacramental incompleta ou inconstante, antes de assumir algum serviço
pastoral, precisam regularizar a sua situação sacramental, pois um agente
pastoral é um cristão que, no exercício do serviço, está em evidência, está
exposto diante dos demais e precisa lhes dar o testemunho da sua fé, como exige
o próprio Jesus Cristo e a Sua Igreja.
Um agente pastoral, no
exercício do serviço, diante das pessoas que ele evangeliza ou coordena,
representa e fala em nome de Jesus Cristo e da Sua Igreja. É muito importante
que ele se comporte e se expresse de modo coerente e compatível com a dignidade
do serviço pastoral que desempenha. Pois isso também é evangelizar.
É uma triste realidade
que geralmente não querem assumir serviços ou responsabilidades pastorais muitos
membros da Igreja suficientemente evangelizados, que participam há muito tempo
da comunidade, e com uma vivência sacramental completa e constante. Quase
sempre alegam falta de tempo disponível. E como os serviços pastorais não podem
deixar de serem realizados, costuma-se convidar pessoas com disponibilidade, mas
nem sempre devidamente preparadas ou ainda sem o testemunho de vida necessário.
A Igreja tem insistido
que, tanto os casais sem o sacramento do Matrimônio quanto as pessoas
homossexuais, devem ser bem acolhidos na comunidade e que estão autorizados a
participar da Eucaristia, privando-se de comungar até que reúnam as condições
estabelecidas pela Igreja na sua ética ou moral. A fim de evitar escândalos e
inconvenientes, eles podem participar das pastorais e movimentos, assumindo apenas
pequenas responsabilidades, a fim de que não se exponham, deixando a outras
pessoas funções de coordenação. Deveriam se dedicar a serviços pastorais com
pessoas adultas, evitando as crianças, adolescentes e jovens, cujo caráter
ainda está sendo formado, e que são mais questionadores.
De todos os modos, quando
surge na comunidade um casal sem o sacramento do Matrimônio, os ministros
ordenados e não ordenados têm o compromisso cristão de acompanhá-lo e
orientá-lo. Se a mulher e o homem nunca se casaram na Igreja, eles estão em
condições de receber o sacramento do Matrimônio, por isso devem ser motivados a
fazê-lo. Caso a mulher ou o homem já se casaram anteriormente na Igreja, eles
devem ser orientados a buscar um Tribunal Eclesiástico para solicitar a
nulidade matrimonial e então receber o sacramento.
Quando surge uma pessoa
homossexual na comunidade, os ministros ordenados e não ordenados têm o
compromisso cristão de acompanhá-la e orientá-la. Desde que a pessoa não tenha
intimidade sexual com ninguém nem esteja unida civilmente a outra pessoa, nem
convivendo em união livre, está autorizada a comungar na Eucaristia e também a
assumir serviços pastorais.
É verdade que, na Sua
vida pública, Jesus Cristo questionou leis e costumes religiosos, demonstrando
a misericórdia divina pelos pecadores. Porém, isso não justifica que os ministros
ordenados e não ordenados se omitam diante de situações incoerentes com os
ensinamentos das Sagradas Escrituras e da Tradição da Igreja; e isso não se
limita aos pecados de natureza sexual, mas também em casos públicos de corrupção,
injustiça, violência, criminalidade, comércio ilícito, produção e venda de
drogas etc.

Obrigado Padre Kleber pela suas palavras, pois amo estar em comunidade gosto muito já caminhei na Pastoral do idoso e da saúde tanto que tenho um bom conhecimento com pessoas influentes dentro do hospital, Depois do falecimento do saudoso pe. Adriano, passei a ser discriminada por padres e pessoas da comunidade, tenho muito respeito pelo senhor nessas suas palavras foi ótimo pra mim vou caminhar de alma leve pois eu tenho uma alegria dentro de mim, em qualquer comunidade que vou a minha alegria e felicidade pois me sinto muito bem na casa de Deus. Abraços
ResponderExcluirFantástico!
ExcluirNa gestão do Padre, Paulo, Paulinho e Gilberto!
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