A que estamos nos
referindo quando dizemos “Estado”? Segundo o dicionário, designa-se “Estado” um
país soberano, com estrutura própria e politicamente organizado, e também pode
significar o conjunto das instituições que controlam e administram uma nação.
Considerando esta
definição de “Estado”, podemos afirmar que é dever das pessoas que se
comprometem a defender os interesses dos cidadãos e que foram eleitas para
representá-los sob esta condição, organizar de tal modo as instituições que
controlam e administram a nação que toda a cidadania tenha assegurada a
possibilidade de contar com as condições mínimas e suficientes de alimentação,
moradia, saneamento básico, segurança, atendimento médico, previdência social, educação,
cultura, transporte etc, obtidas através do trabalho honesto.
Não podemos negar a
evidência de que há cidadãos que têm vivido na pobreza e na miséria por
preguiça e falta de disposição para trabalhar honestamente, buscando receber do
“Estado”, de ONG’s - organizações não governamentais e de instituições e
pessoas generosas - recursos materiais e econômicos para manter a si mesmos e
às suas famílias, de modo mais ou menos permanente.
Tampouco podemos negar
a evidência da explosão demográfica, do aumento populacional, do êxodo rural,
da migração, da corrupção, das injustiças, fazendo que os cidadãos se
concentrem nas periferias dos grandes centros urbanos, onde não há
oportunidades de trabalho para todos, que se reflete na precariedade da
alimentação, da moradia, do saneamento básico, da segurança, do atendimento
médico, da previdência social, da educação, da cultura, do transporte etc.
E não podemos ignorar a
realidade particular dos povos nativos (indígenas), daqueles forçosamente
trazidos como mão-de-obra escrava (africanos), daqueles que vivem em regiões de
guerrilha e narcotráfico, com condições ecológicas adversas, com catástrofes
naturais e artificiais etc.
Pensando nessa terrível
realidade, que se multiplica pelo interior da nação, os representantes eleitos
para defender os interesses dos cidadãos devem estar comprometidos com elaboração
e aplicação de projetos sociais, sempre que possível dando continuidade aos
programas existentes nas administrações públicas anteriores, dando preferência
às crianças, aos idosos e aos deficientes.
Também é importante que
os representantes da cidadania acompanhem regularmente a execução dos projetos
sociais, analisando se as pessoas beneficiadas realmente necessitam dos
recursos públicos; caso contrário, o benefício pode ser transferido a cidadãos
em situação de maior carência. É preciso evitar que a “lei do menor esforço” se
instale na mentalidade, na cultura popular.
Vale recordar que os
recursos públicos não são ilimitados, que eles procedem dos impostos
regularmente pagos pela cidadania, que realmente não tem a obrigação de trabalhar
para sustentar a vida de pessoas que não se esforçam, que se acomodam, que,
apesar de não oferecer nada a ninguém, querem receber tudo de todos, dando
desculpas e se fazendo de vítimas. Ser cidadão é cumprir os seus deveres civis
para ter acesso aos direitos. Sem deveres não há direitos.

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