sexta-feira, 26 de abril de 2019

Os pobres

A que estamos nos referindo quando dizemos “Estado”? Segundo o dicionário, designa-se “Estado” um país soberano, com estrutura própria e politicamente organizado, e também pode significar o conjunto das instituições que controlam e administram uma nação.

Considerando esta definição de “Estado”, podemos afirmar que é dever das pessoas que se comprometem a defender os interesses dos cidadãos e que foram eleitas para representá-los sob esta condição, organizar de tal modo as instituições que controlam e administram a nação que toda a cidadania tenha assegurada a possibilidade de contar com as condições mínimas e suficientes de alimentação, moradia, saneamento básico, segurança, atendimento médico, previdência social, educação, cultura, transporte etc, obtidas através do trabalho honesto.

Não podemos negar a evidência de que há cidadãos que têm vivido na pobreza e na miséria por preguiça e falta de disposição para trabalhar honestamente, buscando receber do “Estado”, de ONG’s - organizações não governamentais e de instituições e pessoas generosas - recursos materiais e econômicos para manter a si mesmos e às suas famílias, de modo mais ou menos permanente.

Tampouco podemos negar a evidência da explosão demográfica, do aumento populacional, do êxodo rural, da migração, da corrupção, das injustiças, fazendo que os cidadãos se concentrem nas periferias dos grandes centros urbanos, onde não há oportunidades de trabalho para todos, que se reflete na precariedade da alimentação, da moradia, do saneamento básico, da segurança, do atendimento médico, da previdência social, da educação, da cultura, do transporte etc.

E não podemos ignorar a realidade particular dos povos nativos (indígenas), daqueles forçosamente trazidos como mão-de-obra escrava (africanos), daqueles que vivem em regiões de guerrilha e narcotráfico, com condições ecológicas adversas, com catástrofes naturais e artificiais etc.

Pensando nessa terrível realidade, que se multiplica pelo interior da nação, os representantes eleitos para defender os interesses dos cidadãos devem estar comprometidos com elaboração e aplicação de projetos sociais, sempre que possível dando continuidade aos programas existentes nas administrações públicas anteriores, dando preferência às crianças, aos idosos e aos deficientes.

Também é importante que os representantes da cidadania acompanhem regularmente a execução dos projetos sociais, analisando se as pessoas beneficiadas realmente necessitam dos recursos públicos; caso contrário, o benefício pode ser transferido a cidadãos em situação de maior carência. É preciso evitar que a “lei do menor esforço” se instale na mentalidade, na cultura popular.

Vale recordar que os recursos públicos não são ilimitados, que eles procedem dos impostos regularmente pagos pela cidadania, que realmente não tem a obrigação de trabalhar para sustentar a vida de pessoas que não se esforçam, que se acomodam, que, apesar de não oferecer nada a ninguém, querem receber tudo de todos, dando desculpas e se fazendo de vítimas. Ser cidadão é cumprir os seus deveres civis para ter acesso aos direitos. Sem deveres não há direitos.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

O Protestantismo e a Modernidade

O Protestantismo iniciou na Europa com Martinho Lutero (1483 a 1543) na Modernidade (século XV ao XVIII). A Idade Média se caracterizava com...