quinta-feira, 25 de abril de 2019

Agente pastoral

Há não muito tempo atrás, a Igreja era bastante categórica a respeito de casais sem o sacramento do Matrimônio e também acerca de pessoas homossexuais. Tanto os ministros ordenados quanto os não ordenados, na sua grande maioria, proibiam categoricamente a participação destes casais e destas pessoas nos serviços pastorais da Igreja e, em muitos casos, eram excomungados e proibidos até mesmo de participar da Eucaristia dominical. Eram assinalados como pecadores públicos, fatalmente condenados ao inferno.

Na atualidade, a Igreja tem-se pronunciado com mais misericórdia e tem-se referido aos casais sem o sacramento do Matrimônio e às pessoas homossexuais com a caridade que distingue os cristãos dos não cristãos.

Uma coisa é certa: um serviço pastoral - seja ele qual for - deve ser assumido por membros da Igreja suficientemente evangelizados e pastoralmente preparados pela capacitação teórica e prática. Em outras palavras, pessoas recém chegadas à Igreja, com uma vivência sacramental incompleta ou inconstante, antes de assumir algum serviço pastoral, precisam regularizar a sua situação sacramental, pois um agente pastoral é um cristão que, no exercício do serviço, está em evidência, está exposto diante dos demais e precisa lhes dar o testemunho da sua fé, como exige o próprio Jesus Cristo e a Sua Igreja.

Um agente pastoral, no exercício do serviço, diante das pessoas que ele evangeliza ou coordena, representa e fala em nome de Jesus Cristo e da Sua Igreja. É muito importante que ele se comporte e se expresse de modo coerente e compatível com a dignidade do serviço pastoral que desempenha. Pois isso também é evangelizar.

É uma triste realidade que geralmente não querem assumir serviços ou responsabilidades pastorais muitos membros da Igreja suficientemente evangelizados, que participam há muito tempo da comunidade, e com uma vivência sacramental completa e constante. Quase sempre alegam falta de tempo disponível. E como os serviços pastorais não podem deixar de serem realizados, costuma-se convidar pessoas com disponibilidade, mas nem sempre devidamente preparadas ou ainda sem o testemunho de vida necessário.

A Igreja tem insistido que, tanto os casais sem o sacramento do Matrimônio quanto as pessoas homossexuais, devem ser bem acolhidos na comunidade e que estão autorizados a participar da Eucaristia, privando-se de comungar até que reúnam as condições estabelecidas pela Igreja na sua ética ou moral. A fim de evitar escândalos e inconvenientes, eles podem participar das pastorais e movimentos, assumindo apenas pequenas responsabilidades, a fim de que não se exponham, deixando a outras pessoas funções de coordenação. Deveriam se dedicar a serviços pastorais com pessoas adultas, evitando as crianças, adolescentes e jovens, cujo caráter ainda está sendo formado, e que são mais questionadores.

De todos os modos, quando surge na comunidade um casal sem o sacramento do Matrimônio, os ministros ordenados e não ordenados têm o compromisso cristão de acompanhá-lo e orientá-lo. Se a mulher e o homem nunca se casaram na Igreja, eles estão em condições de receber o sacramento do Matrimônio, por isso devem ser motivados a fazê-lo. Caso a mulher ou o homem já se casaram anteriormente na Igreja, eles devem ser orientados a buscar um Tribunal Eclesiástico para solicitar a nulidade matrimonial e então receber o sacramento.

Quando surge uma pessoa homossexual na comunidade, os ministros ordenados e não ordenados têm o compromisso cristão de acompanhá-la e orientá-la. Desde que a pessoa não tenha intimidade sexual com ninguém nem esteja unida civilmente a outra pessoa, nem convivendo em união livre, está autorizada a comungar na Eucaristia e também a assumir serviços pastorais.

É verdade que, na Sua vida pública, Jesus Cristo questionou leis e costumes religiosos, demonstrando a misericórdia divina pelos pecadores. Porém, isso não justifica que os ministros ordenados e não ordenados se omitam diante de situações incoerentes com os ensinamentos das Sagradas Escrituras e da Tradição da Igreja; e isso não se limita aos pecados de natureza sexual, mas também em casos públicos de corrupção, injustiça, violência, criminalidade, comércio ilícito, produção e venda de drogas etc.


3 comentários:

  1. Obrigado Padre Kleber pela suas palavras, pois amo estar em comunidade gosto muito já caminhei na Pastoral do idoso e da saúde tanto que tenho um bom conhecimento com pessoas influentes dentro do hospital, Depois do falecimento do saudoso pe. Adriano, passei a ser discriminada por padres e pessoas da comunidade, tenho muito respeito pelo senhor nessas suas palavras foi ótimo pra mim vou caminhar de alma leve pois eu tenho uma alegria dentro de mim, em qualquer comunidade que vou a minha alegria e felicidade pois me sinto muito bem na casa de Deus. Abraços

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  2. Na gestão do Padre, Paulo, Paulinho e Gilberto!

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