Lembremo-nos: as
palavras “religião” e “igreja” possuem significados distintos; enquanto o
“Cristianismo” é uma religião (assim como o Judaísmo, o Islamismo, o Budismo...),
a “Católica” é uma igreja cristã (assim como a “Luterana”, a “Batista”, a
“Universal do Reino de Deus”...). Em outras palavras: católicos e evangélicos
são da mesma religião (o “Cristianismo”), embora se congreguem em diferentes
igrejas.
Lembremo-nos também: a
palavra “evangélico” costuma ser utilizada para identificar os cristãos que se
congregam em outras igrejas que não a “Católica”. Ou seja, “evangélicos” podem
ser cristãos de igrejas protestantes históricas (Luterana, Anglicana, Presbiteriana...),
de igrejas protestantes pentecostais (Batista, Assembleia de Deus, Congregação
Cristã...) e de igrejas protestantes neo-pentecostais (Deus é Amor, Mundial do
Poder de Deus, Universal do Reino de Deus...).
No “Cristianismo”, a
igreja mais antiga é a “Católica” (que significa “universal”, quer dizer, para
todas as nações). A maioria dos “cristãos” ainda é “católica”, embora haja
países de maioria “evangélica” (como os Estados Unidos, a Inglaterra e a
Alemanha).
Pessoas que têm uma
forte experiência de intimidade com Deus na igreja à qual pertencem, que conhecem
profundamente os fundamentos doutrinais de determinada igreja, que estão
sentimentalmente vinculadas aos demais membros de tal igreja, que estão engajadas
em algum ministério ou serviço nesta igreja, dificilmente a abandonam para se
congregar em outra comunidade de fé.
Entretanto, são
excelentes candidatas a trocarem de igreja as pessoas que têm uma frágil
experiência de intimidade com Deus na sua comunidade de origem, que conhecem
superficialmente os seus fundamentos doutrinais, que não possuem vínculos
sentimentais com os demais membros, que não têm compromisso com um ministério
ou serviço.
Quando surgem
escândalos ou situações de incoerência, apesar da dificuldade, geralmente os
membros da igreja superam os conflitos sem a necessidade de trocar de
comunidade de fé. Mas não é incomum que algumas pessoas comecem a se congregar
em outra igreja por causa de problemas mal resolvidos.
Há católicos que
abandonam a sua igreja de origem porque não se sentem espiritualmente
preenchidos, alegando que o ritualismo e o tradicionalismo presente na igreja
católica não respondem aos diversos desafios da vida contemporânea, como as
drogas, o mundo empresarial, político e artístico, o protagonismo feminino etc.
Há “evangélicos” que
trocam a sua igreja de origem pelo catolicismo porque percebem a fragilidade da
sua organização hierárquica, a inconsistência de alguns pontos doutrinais, a
administração suspeitosa dos dízimos etc. Os “evangélicos” que antes foram
“católicos” costumam sentir falta dos sacramentos (especialmente a Eucaristia e
a Reconciliação), do culto à Mãe de Jesus, das representações artísticas
através de pinturas e esculturas.
Finalmente, não faltam
“católicos” nem “evangélicos” que trocam de igreja pela influência e
insistência de familiares e parentes, de amizades e namoros, de patrões e
companheiros de trabalho. Não faltam oportunistas que, aproveitando-se de
momentos de fragilidade, de doenças, de dificuldades familiares e econômicas,
propõem o abandono da comunidade de fé de origem para uma experiência numa nova
igreja.

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