quinta-feira, 23 de maio de 2019

Canais de comunicação católicos

Transmitir mensagens através dos MCS - meios de comunicação social - é um desafio em todos os sentidos. Seja por impressão, por teledifusão, por radiodifusão ou por meios digitais, o custo da transmissão costuma ser bastante elevado, quando consideramos o valor dos equipamentos tecnológicos, os profissionais envolvidos, as licenças a serem pagas, os edifícios e instalações.

Para iniciar e manter ativa toda essa estrutura humana e material, requer-se muito investimento financeiro, que geralmente procede do próprio meio de comunicação, seja através da propaganda de produtos e serviços, seja por meio da doação daqueles que recebem as mensagens transmitidas.

A arte da comunicação tem várias finalidades, por exemplo: informar, educar, divertir, entreter, fazer companhia, conscientizar, convocar. E uma comunicação de qualidade equilibra a ética (compromisso com a verdade) e a estética (compromisso com a beleza, a harmonia das formas).

Tendo recebido de Jesus Cristo e do Espírito Santo a mensagem da salvação, os cristãos de ontem e de hoje têm se esforçado por fazer conhecida a Boa Notícia a cada mulher e homem, aos povos e nações. Para cumprir essa missão, a Igreja (a princípio, apenas os ministros ordenados; atualmente, também os ministros não ordenados) tem utilizado os MCS disponíveis.

Em muitos países, vemos vários canais de comunicação católicos, disponíveis na televisão, no rádio, na Internet... Muitos deles possuem grandes e admiráveis estruturas bastante populares e consolidadas. Quase sempre a sua origem foi humilde e com enormes dificuldades.

A evangelização pelos MCS tem sido um ministério predominantemente assumido por ministros não ordenados, ainda que haja alguns ministros ordenados e também religiosas e religiosos. Para bem exercer tão importante apostolado, a grande maioria possui formação técnica ou profissional na área da Comunicação Social, com licenciatura, especializações, mestrado e até doutorado. Mas infelizmente são poucos os que têm formação teológica.

Os canais de comunicação católicos procuram equilibrar a ética e a estética, comunicando a verdade da fé de um modo atraente e envolvente, sobretudo através da arte com recursos áudio-visuais. Há programação para informar, educar, divertir, entreter, fazer companhia, conscientizar, convocar.

Costuma-se criticar negativamente alguns canais de comunicação católicos que, para aumentar ou conservar a audiência, multiplicam a transmissão de práticas devocionais, reduzindo a formação bíblica e missionária, o estudo dos documentos da Igreja, incentivando indiretamente um catolicismo intimista e descomprometido. Alguns são criticados por exagerar no pedido de doações, dificultando o compromisso do católico com a sua paróquia através do pagamento do dízimo.

Costuma-se criticar positivamente os canais de comunicação católicos por transmitirem diariamente a Eucaristia, a Palavra de Deus conforme a Liturgia da Palavra, difundir as devoções oficiais da Igreja, apresentar a vida dos santos etc. Muitas vezes os canais de comunicação católicos alcançam aqueles fiéis que, por idade avançada ou por doenças, estão impedidos de freqüentar as suas comunidades, como também os católicos que vivem nos campos, com limitado atendimento sacerdotal.

Louvamos e bendizemos a Deus pelas pessoas que transmitem a Boa Notícia da salvação através dos canais de comunicação católicos. Que busquem cada vez mais a excelência e contem com as nossas orações e generosidade.


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