Transmitir mensagens através
dos MCS - meios de comunicação social - é um desafio em todos os sentidos. Seja
por impressão, por teledifusão, por radiodifusão ou por meios digitais, o custo
da transmissão costuma ser bastante elevado, quando consideramos o valor dos
equipamentos tecnológicos, os profissionais envolvidos, as licenças a serem
pagas, os edifícios e instalações.
Para iniciar e manter
ativa toda essa estrutura humana e material, requer-se muito investimento
financeiro, que geralmente procede do próprio meio de comunicação, seja através
da propaganda de produtos e serviços, seja por meio da doação daqueles que
recebem as mensagens transmitidas.
A arte da comunicação
tem várias finalidades, por exemplo: informar, educar, divertir, entreter,
fazer companhia, conscientizar, convocar. E uma comunicação de qualidade
equilibra a ética (compromisso com a verdade) e a estética (compromisso com a
beleza, a harmonia das formas).
Tendo recebido de Jesus
Cristo e do Espírito Santo a mensagem da salvação, os cristãos de ontem e de
hoje têm se esforçado por fazer conhecida a Boa Notícia a cada mulher e homem,
aos povos e nações. Para cumprir essa missão, a Igreja (a princípio, apenas os
ministros ordenados; atualmente, também os ministros não ordenados) tem
utilizado os MCS disponíveis.
Em muitos países, vemos
vários canais de comunicação católicos, disponíveis na televisão, no rádio, na
Internet... Muitos deles possuem grandes e admiráveis estruturas bastante
populares e consolidadas. Quase sempre a sua origem foi humilde e com enormes
dificuldades.
A evangelização pelos
MCS tem sido um ministério predominantemente assumido por ministros não
ordenados, ainda que haja alguns ministros ordenados e também religiosas e
religiosos. Para bem exercer tão importante apostolado, a grande maioria possui
formação técnica ou profissional na área da Comunicação Social, com
licenciatura, especializações, mestrado e até doutorado. Mas infelizmente são
poucos os que têm formação teológica.
Os canais de
comunicação católicos procuram equilibrar a ética e a estética, comunicando a
verdade da fé de um modo atraente e envolvente, sobretudo através da arte com
recursos áudio-visuais. Há programação para informar, educar, divertir,
entreter, fazer companhia, conscientizar, convocar.
Costuma-se criticar
negativamente alguns canais de comunicação católicos que, para aumentar ou
conservar a audiência, multiplicam a transmissão de práticas devocionais,
reduzindo a formação bíblica e missionária, o estudo dos documentos da Igreja,
incentivando indiretamente um catolicismo intimista e descomprometido. Alguns
são criticados por exagerar no pedido de doações, dificultando o compromisso do
católico com a sua paróquia através do pagamento do dízimo.
Costuma-se criticar
positivamente os canais de comunicação católicos por transmitirem diariamente a
Eucaristia, a Palavra de Deus conforme a Liturgia da Palavra, difundir as
devoções oficiais da Igreja, apresentar a vida dos santos etc. Muitas vezes os
canais de comunicação católicos alcançam aqueles fiéis que, por idade avançada
ou por doenças, estão impedidos de freqüentar as suas comunidades, como também
os católicos que vivem nos campos, com limitado atendimento sacerdotal.
Louvamos e bendizemos a
Deus pelas pessoas que transmitem a Boa Notícia da salvação através dos canais
de comunicação católicos. Que busquem cada vez mais a excelência e contem com
as nossas orações e generosidade.

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