“Eu vim para que tenham
vida e a tenham em abundância” (João 10, 10)
Costuma-se chamar a
Igreja de Mãe, pois, através da evangelização, Ela vai gerando as novas filhas
e filhos de Deus, nascidos pelo sacramento do Batismo, e vai lhes alimentando
com o Pão da Palavra e da Eucaristia, a fim de que cresçam na fé, na esperança
e na caridade.
A Igreja é Mãe e
Educadora. Completamente comprometida com Jesus Cristo - que se auto-proclamou
“Caminho, Verdade e Vida” (João 14, 6) -, a Igreja apresenta corajosa e
fielmente a Pessoa e os ensinamentos de Jesus Cristo, através de palavras
testemunhadas pelas obras.
A sociedade
contemporânea alcançou uma admirável autonomia e independência, por meio das
suas instituições e organizações sociais, para acompanhar e administrar as
diversas áreas da vida pública, como a educação, o atendimento médico e o
transporte.
Para alcançar os seus
objetivos e propósitos, a administração pública geralmente convoca os cidadãos
e demais entidades para que participem ativamente dos seus projetos e
iniciativas. A Igreja - como tradicional e importante entidade presente na
sociedade - costuma ser envolvida nos assuntos de grande interesse social.
Vale recordar que,
apesar das limitações humanas de seus ministros ordenados e não ordenados, a
Igreja ainda é uma importante formadora de opinião, gozando de alto prestígio e
confiança na sociedade em geral. Milhares de cristãos se reúnem semanalmente
nos templos para ouvir os seus dirigentes, e a palavra deles exerce grande
influência nas suas vidas.
A Igreja acompanha com
muita tristeza e preocupação o número cada vez mais elevado de acidentes
ocorridos nas rodovias, avenidas e ruas dos grandes centros urbanos e também
nas pequenas cidades e povoados. Diariamente mulheres e homens, jovens e
adultos, quase sempre por imprudência, perdem a vida ou ficam seriamente
feridos, sobretudo nos fins de semana e feriados.
Enquanto mães e pais,
completamente atordoados pelo desespero, choram sem consolo pela morte das suas
filhas e filhos, os governos gastam rios de dinheiro no atendimento das
emergências médicas, que poderia ser melhor utilizado com doentes que realmente
necessitam de cuidado, medicação e tratamento.
Sim, existem os
acidentes ocasionados por falhas mecânicas e técnicas; mas a maioria das
tragédias ocorridas nas vias públicas é resultado da condução sob efeito do
álcool, a alta velocidade, o uso do celular enquanto se dirige, o não uso do
capacete e do cinto de segurança, entre outras imprudências.
Claro: a
responsabilidade primeira da Igreja não é atuar na segurança viária, pois essa
é a competência dos meios oficiais, conforme a determinação dos governos.
Entretanto, sem dúvidas, a Igreja poderia ser uma importante parceira da
sociedade civil na conscientização dos cidadãos - especialmente dos fiéis que
freqüentam as suas celebrações e atividades.
A Igreja pode dispor de
suas estruturas físicas - edifícios e salões - para que os responsáveis pela
segurança pública, de tempos em tempos, realizem palestras e orientações, com
materiais psico-pedagógicos pertinentes. Muitas vidas podem ser preservadas e
muito sofrimento pode ser evitado com a imprescindível colaboração decidida e
ativa da Igreja na área da segurança viária. Afinal de contas, antes que nada,
evangelizar é humanizar.

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