São consideradas
“tóxicas” as mulheres e homens que, com as suas palavras e/ou atitudes,
insistentemente produzem mal-estar e conflitos nas demais pessoas, gerando um
clima desagradável nas famílias, no ambiente de trabalho, na vizinhança, na
Igreja-comunidade.
É verdade que muitas mulheres e homens falam e agem de maneira tóxica porque se
encontram em situações-limite de estresse contínuo, doenças no corpo e/ou na
mente, conflitos familiares e matrimoniais, dificuldades econômicas etc.
Incorretamente, despejam o seu mau-humor em pessoas que nada têm a ver com os
seus problemas.
Mas também há mulheres
e homens que, intencionalmente e por imaturidade afetiva e emocional,
contaminam os ambientes e as relações interpessoais com o seu sarcasmo, a sua
arrogância, os seus preconceitos, a sua bipolaridade, as suas críticas ácidas,
as suas chantagens emocionais, humilhando, desprezando, jogando as pessoas umas
contra as outras, arrumando confusão, gerando dependência em vez de criar
autonomia.
Há esposas e esposos
tóxicos, mães e pais tóxicos, filhas e filhos tóxicos, crianças e idosos
tóxicos, amigas e amigos tóxicos, namoradas e namorados tóxicos, patrões e
funcionários tóxicos, sacerdotes e leigos tóxicos, responsáveis por comunidades,
pastorais e movimentos tóxicos.
É preciso se proteger
das pessoas que falam e agem de maneira tóxica. Em primeiro lugar, precisamos
identificá-las, sem buscarmos justificativas para defendê-las. As pessoas
tóxicas costumam ser muito manipuladoras, tentando responsabilizar as demais
pelas suas atitudes, colocando-se como vítimas.
Uma vez identificadas
as pessoas tóxicas, é importante lhes oferecer ajuda, através de direção
espiritual e de terapia psicológica. Elas precisam olhar para dentro de si
mesmas, tomar consciência das reais motivações e causas que lhes levam a falar
e agir de modo tóxico, precisam entender que as suas palavras e atitudes têm
conseqüências negativas e que, se não se comprometem decididamente com a
necessária mudança, podem afastar de si as pessoas e perder muitas e boas
oportunidades. Elas precisam da ajuda da Graça de Deus, experimentando a Sua
Misericórdia e o Seu Amor.
Na eventualidade de que
tais pessoas não aceitem e rejeitem qualquer ajuda, como expressão do saudável
amor próprio, da necessária auto-estima, convém se afastar das mulheres e
homens tóxicos, antes de que eles realmente arruínem a nossa vida. E ninguém
tem o direito de fazer isso.
Claro, ninguém está
completamente livre da possibilidade de se tornar, em algum momento da vida,
uma pessoa tóxica. Através do auto-conhecimento, da espiritualidade cotidiana,
aprendamos a controlar as nossas imaturidades e amarguras, pois realmente não
temos o direito de contaminar as pessoas e os ambientes com o nosso mau-humor.

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