sábado, 11 de maio de 2019

Ateísmo

Acreditar em Deus, para um crente, é algo tão natural e cotidiano que, ao se deparar com uma pessoa que se declara ateia, torna-se uma experiência de perplexidade.

A fé em Deus costuma ser introduzida ainda no período da primeira infância, quando os pais e educadores dizem às crianças que o mundo foi criado por Deus Pai e, geralmente mostrando um crucifixo, apresentam-lhes Deus Filho feito Homem, Jesus Cristo.

Na etapa da infância, as crianças costumam acolher como verdade absoluta as informações transmitidas pelos pais e educadores, mesmo que a sua capacidade de compreensão ainda seja extremamente limitada.

Com certa dificuldade e decepção, as crianças vão superando a frustração de que algumas informações vindas dos pais e educadores, na verdade, eram falsas. Por exemplo: a existência do “papai-noel”, do “coelhinho da páscoa”, da “fada do dente” etc.

Vale recordar que, infelizmente, por razões diversas, há pais e educadores que, ou não falaram de Deus Pai e de Jesus Cristo às crianças, ou, quando o falaram, fizeram de modo sarcástico e debochado.

Geralmente se declaram ateias as pessoas que não aceitam o que não compreendem com a inteligência (racionalistas), o que não experimentam através dos sentidos (cientistas), o que não amam por meio do afeto (emotivas).
Diante de questionamentos profundos, alguns crentes oferecem respostas tão incompletas que algumas mulheres e homens simplesmente não conseguem aceitar, sem comprometer seriamente a própria inteligência.

Algumas pessoas ateias, absolutizando os próprios sentidos, não se sentem preparadas para aceitar a existência de alguém cuja presença não pode ser confirmada pelos métodos e instrumentos científicos.

Há também pessoas que se declaram ateias porque se decepcionaram com Deus, tendo criado expectativas que não foram correspondidas. Sentiram-se abandonadas por Deus e, como vingança, decidiram deixar de crer n’Ele.

Finalmente, algumas mulheres e homens se dizem ateus pela incoerência entre a fé e a vida dos crentes que, com os lábios, falam de amor ao próximo e, no dia-a-dia, ignoram as necessidades dos pobres e são indiferentes com os sofredores. Muitos justificam o seu ateísmo com a falta de testemunho das autoridades da Igreja.

Para ajudar as pessoas a acreditar em Deus, os pais e educadores devem continuar a falar d’Ele às nossas crianças com o devido respeito e reverência, oferecendo-lhes respostas sérias às suas perguntas profundas, ajudando-lhes a não absolutizar as experiências sensitivas e tampouco as emoções e afetos e, finalmente, testemunhando no dia-a-dia a fé que professada com os lábios.


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