Acreditar em Deus, para
um crente, é algo tão natural e cotidiano que, ao se deparar com uma pessoa que
se declara ateia, torna-se uma experiência de perplexidade.
A fé em Deus costuma
ser introduzida ainda no período da primeira infância, quando os pais e
educadores dizem às crianças que o mundo foi criado por Deus Pai e, geralmente
mostrando um crucifixo, apresentam-lhes Deus Filho feito Homem, Jesus Cristo.
Na etapa da infância,
as crianças costumam acolher como verdade absoluta as informações transmitidas
pelos pais e educadores, mesmo que a sua capacidade de compreensão ainda seja
extremamente limitada.
Com certa dificuldade e
decepção, as crianças vão superando a frustração de que algumas informações
vindas dos pais e educadores, na verdade, eram falsas. Por exemplo: a
existência do “papai-noel”, do “coelhinho da páscoa”, da “fada do dente” etc.
Vale recordar que,
infelizmente, por razões diversas, há pais e educadores que, ou não falaram de
Deus Pai e de Jesus Cristo às crianças, ou, quando o falaram, fizeram de modo
sarcástico e debochado.
Geralmente se declaram
ateias as pessoas que não aceitam o que não compreendem com a inteligência
(racionalistas), o que não experimentam através dos sentidos (cientistas), o que
não amam por meio do afeto (emotivas).
Diante de questionamentos profundos, alguns crentes oferecem respostas tão
incompletas que algumas mulheres e homens simplesmente não conseguem aceitar,
sem comprometer seriamente a própria inteligência.
Algumas pessoas ateias,
absolutizando os próprios sentidos, não se sentem preparadas para aceitar a
existência de alguém cuja presença não pode ser confirmada pelos métodos e
instrumentos científicos.
Há também pessoas que
se declaram ateias porque se decepcionaram com Deus, tendo criado expectativas
que não foram correspondidas. Sentiram-se abandonadas por Deus e, como
vingança, decidiram deixar de crer n’Ele.
Finalmente, algumas
mulheres e homens se dizem ateus pela incoerência entre a fé e a vida dos
crentes que, com os lábios, falam de amor ao próximo e, no dia-a-dia, ignoram
as necessidades dos pobres e são indiferentes com os sofredores. Muitos
justificam o seu ateísmo com a falta de testemunho das autoridades da Igreja.
Para ajudar as pessoas
a acreditar em Deus, os pais e educadores devem continuar a falar d’Ele às nossas
crianças com o devido respeito e reverência, oferecendo-lhes respostas sérias
às suas perguntas profundas, ajudando-lhes a não absolutizar as experiências
sensitivas e tampouco as emoções e afetos e, finalmente, testemunhando no
dia-a-dia a fé que professada com os lábios.

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