Exceto nos casos de
doenças, a mulher e o homem, a partir da puberdade, na transição entre a
infância e a juventude, são sexualmente férteis. Em outras palavras, se tiverem
intimidade sexual, o rapaz está apto para engravidar a moça, e ela está
fisicamente em condições de gerar uma nova vida.
Para não adiantar as
enormes responsabilidades maternas e paternas com um bebê, os pais e educadores
devem, sim, oferecer aos adolescentes uma suficiente educação sexual; mas devem
também acompanhar a vida das filhas e filhos, estabelecendo os necessários
limites, conhecendo as suas companhias (amigas, amigos, namorada, namorado) e
os lugares que freqüentam. O excesso de liberdade pode ser um fator que leva à
gravidez na adolescência.
Não se pode chamar
educação sexual simplesmente comprar preservativos ou anticoncepcionais e os
entregar ao rapaz e à moça. É muito mais que isso! É falar sobre a capacidade
humana de gerar uma nova vida - um grande poder, mas também uma imensa
responsabilidade. É falar que os seres humanos são capazes de controlar e
canalizar os seus desejos sexuais, ao contrário dos animais que são dominados
pelos seus instintos. É falar que a adolescência e juventude são etapas da vida
para estudar e se preparar técnica e profissionalmente para conseguir uma boa
oportunidade de trabalho, com um bom salário, a fim de alcançar uma
estabilidade econômica e material que permita constituir uma família com filhos
e lhes oferecer uma vida digna, com oportunidades, sem privações. É falar sobre
a dignidade do corpo humano, que é templo do Espírito Santo e deve ser
respeitado como tal, sem tratá-lo como um brinquedo para satisfação sexual. É
falar sobre o sacramento do Matrimônio, a indispensável bênção de Deus para que
o casal possa alcançar a plenitude, a felicidade.
Os pais e educadores
que não ofereceram aos adolescentes uma suficiente educação sexual não têm o
direito de se sentirem decepcionados ou contrariados caso o rapaz engravide uma
moça, ou ela gere uma nova vida. A responsabilidade é da família, e todos devem
se comprometer com o bebê que está sendo gestado, pois se trata de uma vida
inocente, um ser humano que não pediu para vir ao mundo, mas que já está
concebido e tem o direito divino e constitucional de nascer, sob pena de pecado
mortal de enorme gravidade e de encarceramento.
Muitas filhas e filhos,
mesmo tendo recebido dos seus pais e educadores uma suficiente educação sexual,
acabam se envolvendo em gravidez na adolescência. É perfeitamente compreensível
que tanto a moça e o rapaz quanto os pais e educadores se sintam emocionalmente
perturbados ao serem informados sobre a gravidez. Num momento de fraqueza e
miséria humana, há pessoas que cogitam a possibilidade do aborto, de
interromper a gravidez, de matar um ser humano inocente. É fundamental resistir
a esses pensamentos diabólicos e se comprometer com a vida, com Deus.
Superadas a frustração
e decepção iniciais, os pais e responsáveis devem acompanhar a moça ao hospital
para receber o atendimento médico profissional, cuidando para que o bebê e a
sua mãe estejam física e psicologicamente saudáveis.
Recordando que gravidez
não é doença, a moça e o rapaz, com o apoio dos pais e educadores, devem
continuar estudando para conseguirem uma oportunidade de trabalho e oferecer ao
bebê uma vida digna. Sempre que possível, deve-se incentivar que a moça e o
rapaz fortaleçam o seu amor e cheguem a se unir pelo sacramento do Matrimônio -
pois, sem dúvidas, é melhor para o bebê crescer junto à mamãe e ao papai. Se,
apesar dos esforços, a moça e o rapaz decidem seguir por caminhos diferentes, é
importante insistir para que se respeitem e se relacionem amigavelmente para o
bem do bebê.
Um conselho importante
é cuidar para que não aconteça uma nova gravidez sem planejamento. Errar é
humano, mas persistir no erro é burrice.

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