quinta-feira, 16 de maio de 2019

Gravidez na adolescência

Exceto nos casos de doenças, a mulher e o homem, a partir da puberdade, na transição entre a infância e a juventude, são sexualmente férteis. Em outras palavras, se tiverem intimidade sexual, o rapaz está apto para engravidar a moça, e ela está fisicamente em condições de gerar uma nova vida.

Para não adiantar as enormes responsabilidades maternas e paternas com um bebê, os pais e educadores devem, sim, oferecer aos adolescentes uma suficiente educação sexual; mas devem também acompanhar a vida das filhas e filhos, estabelecendo os necessários limites, conhecendo as suas companhias (amigas, amigos, namorada, namorado) e os lugares que freqüentam. O excesso de liberdade pode ser um fator que leva à gravidez na adolescência.

Não se pode chamar educação sexual simplesmente comprar preservativos ou anticoncepcionais e os entregar ao rapaz e à moça. É muito mais que isso! É falar sobre a capacidade humana de gerar uma nova vida - um grande poder, mas também uma imensa responsabilidade. É falar que os seres humanos são capazes de controlar e canalizar os seus desejos sexuais, ao contrário dos animais que são dominados pelos seus instintos. É falar que a adolescência e juventude são etapas da vida para estudar e se preparar técnica e profissionalmente para conseguir uma boa oportunidade de trabalho, com um bom salário, a fim de alcançar uma estabilidade econômica e material que permita constituir uma família com filhos e lhes oferecer uma vida digna, com oportunidades, sem privações. É falar sobre a dignidade do corpo humano, que é templo do Espírito Santo e deve ser respeitado como tal, sem tratá-lo como um brinquedo para satisfação sexual. É falar sobre o sacramento do Matrimônio, a indispensável bênção de Deus para que o casal possa alcançar a plenitude, a felicidade.

Os pais e educadores que não ofereceram aos adolescentes uma suficiente educação sexual não têm o direito de se sentirem decepcionados ou contrariados caso o rapaz engravide uma moça, ou ela gere uma nova vida. A responsabilidade é da família, e todos devem se comprometer com o bebê que está sendo gestado, pois se trata de uma vida inocente, um ser humano que não pediu para vir ao mundo, mas que já está concebido e tem o direito divino e constitucional de nascer, sob pena de pecado mortal de enorme gravidade e de encarceramento.

Muitas filhas e filhos, mesmo tendo recebido dos seus pais e educadores uma suficiente educação sexual, acabam se envolvendo em gravidez na adolescência. É perfeitamente compreensível que tanto a moça e o rapaz quanto os pais e educadores se sintam emocionalmente perturbados ao serem informados sobre a gravidez. Num momento de fraqueza e miséria humana, há pessoas que cogitam a possibilidade do aborto, de interromper a gravidez, de matar um ser humano inocente. É fundamental resistir a esses pensamentos diabólicos e se comprometer com a vida, com Deus.

Superadas a frustração e decepção iniciais, os pais e responsáveis devem acompanhar a moça ao hospital para receber o atendimento médico profissional, cuidando para que o bebê e a sua mãe estejam física e psicologicamente saudáveis.

Recordando que gravidez não é doença, a moça e o rapaz, com o apoio dos pais e educadores, devem continuar estudando para conseguirem uma oportunidade de trabalho e oferecer ao bebê uma vida digna. Sempre que possível, deve-se incentivar que a moça e o rapaz fortaleçam o seu amor e cheguem a se unir pelo sacramento do Matrimônio - pois, sem dúvidas, é melhor para o bebê crescer junto à mamãe e ao papai. Se, apesar dos esforços, a moça e o rapaz decidem seguir por caminhos diferentes, é importante insistir para que se respeitem e se relacionem amigavelmente para o bem do bebê.

Um conselho importante é cuidar para que não aconteça uma nova gravidez sem planejamento. Errar é humano, mas persistir no erro é burrice.

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