quarta-feira, 15 de maio de 2019

Comunismo e fascismo

Vivemos tempos politicamente conturbados, cheios de polarizações e extremismos, nos quais as pessoas, identificando-se com uma determinada proposta e com as pessoas que a defendem, no calor das discussões, costumam agredir verbalmente quem pensa de um jeito diferente. No auge das divergências, há quem chegue à violência física.

Nestes ataques ideológicos, muitas pessoas repetem palavras e frases - geralmente utilizadas pelos meios de comunicação ou pelos formadores de opinião - sem muito esclarecimento. Levantam bandeiras, discutem, agridem-se verbal e até fisicamente sem um conhecimento profundo.

Os adjetivos “comunista” e “fascista” são exemplos de palavras não suficientemente compreendidas, mas utilizadas com freqüência. Busquemos esclarecer melhor a origem dessas expressões.

“Comunista” vem de “Comunismo”, um modelo econômico, social e político proposto pelos filósofos Karl Marx e Friedrich Engels, na Alemanha do século XIX. O “Comunismo” é, ao mesmo tempo, uma crítica e uma alternativa ao “Capitalismo” na economia, à “Burguesia” na sociedade e à “Democracia” na política.

Conscientes de que tais mudanças não seriam possíveis de modo pacífico e institucional, os idealizadores do “Comunismo” - nos seus escritos - convocavam os trabalhadores nas fábricas e nos campos para que tomassem o poder à força através da revolução. Dava-se o nome de “Socialismo” à organização econômica, social e política existente até que o “Comunismo” fosse completamente instaurado. Algumas propostas dos “comunistas” eram: o nivelamento das classes sociais, a propriedade comum dos meios de produção, o fim da propriedade privada.

Alguns países já têm uma longa trajetória no “Socialismo” rumo ao “Comunismo”, é o caso da Rússia, da China, de Cuba, da Coreia do Norte.

“Facista” vem de “Fascismo”, que foi um movimento social surgido na Itália do século XX, entre a primeira e a segunda grandes Guerras Mundiais. Insatisfeitos, por um lado, com os resultados econômicos do modelo político da Itália na época e, por outro, com o avanço dos ideais do “Comunismo”, os simpatizantes do “Fascismo” foram inicialmente uma espécie de grupo militar extra-oficial e violento.

Através do seu grande representante, Benito Mussolini, aos poucos o grupo alcançou o máximo poder político, disseminando os seus ideais, entre eles: a suspensão de todos os partidos políticos favoráveis ao “Comunismo” e contrários ao “Fascismo”, a centralização do governo numa única pessoa, a exaltação da nação e da raça. Muito inspirado no “Fascismo” de Mussolini na Itália está o movimento do “Nazismo” de Adolf Hitler na Alemanha.

Algumas autoridades políticas da atualidade (como Nicolás Maduro, na Venezuela, e Vladimir Putin, na Rússia), com seus discursos e decisões, expõem e defendem o “Comunismo” - que, sejamos sinceros, apesar de ter alcançado algum desenvolvimento na área da educação e da saúde, historicamente reproduziu a violência e a corrupção que condenavam no Capitalismo, na Burguesia e na Democracia. Costumam serem chamadas de “comunistas” as pessoas que apóiam o nivelamento das classes sociais, a propriedade comum dos meios de produção, o fim da propriedade privada.

Outras autoridades políticas dos nossos dias (como Donald Trump, nos Estados Unidos, e Jair Bolsonaro, no Brasil), com seus discursos e decisões, fazem recordar tanto o “Fascismo” quanto o “Nazismo” - que, diga-se de passagem, não se sustentaram historicamente e foram responsáveis por grandes atrocidades e genocídios. Costumam serem chamadas de “fascistas” as pessoas que apóiam a suspensão dos partidos políticos de oposição, a centralização do governo numa única pessoa, a exaltação da nação e da raça.

Mais que discutir ideologias e classificar as autoridades ou os cidadãos como “comunistas” ou “fascistas”, devemos encontrar alternativas verdadeiramente eficazes para devolver aos povos e às nações a possibilidade de se desenvolverem humana, material e espiritualmente, de modo sustentável, em harmonia com a natureza, pelo bem das gerações do presente e do futuro.


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