Vivemos tempos
politicamente conturbados, cheios de polarizações e extremismos, nos quais as
pessoas, identificando-se com uma determinada proposta e com as pessoas que a
defendem, no calor das discussões, costumam agredir verbalmente quem pensa de
um jeito diferente. No auge das divergências, há quem chegue à violência
física.
Nestes ataques
ideológicos, muitas pessoas repetem palavras e frases - geralmente utilizadas
pelos meios de comunicação ou pelos formadores de opinião - sem muito
esclarecimento. Levantam bandeiras, discutem, agridem-se verbal e até
fisicamente sem um conhecimento profundo.
Os adjetivos
“comunista” e “fascista” são exemplos de palavras não suficientemente
compreendidas, mas utilizadas com freqüência. Busquemos esclarecer melhor a
origem dessas expressões.
“Comunista” vem de
“Comunismo”, um modelo econômico, social e político proposto pelos filósofos
Karl Marx e Friedrich Engels, na Alemanha do século XIX. O “Comunismo” é, ao
mesmo tempo, uma crítica e uma alternativa ao “Capitalismo” na economia, à
“Burguesia” na sociedade e à “Democracia” na política.
Conscientes de que tais
mudanças não seriam possíveis de modo pacífico e institucional, os
idealizadores do “Comunismo” - nos seus escritos - convocavam os trabalhadores
nas fábricas e nos campos para que tomassem o poder à força através da
revolução. Dava-se o nome de “Socialismo” à organização econômica, social e
política existente até que o “Comunismo” fosse completamente instaurado.
Algumas propostas dos “comunistas” eram: o nivelamento das classes sociais, a
propriedade comum dos meios de produção, o fim da propriedade privada.
Alguns países já têm
uma longa trajetória no “Socialismo” rumo ao “Comunismo”, é o caso da Rússia,
da China, de Cuba, da Coreia do Norte.
“Facista” vem de
“Fascismo”, que foi um movimento social surgido na Itália do século XX, entre a
primeira e a segunda grandes Guerras Mundiais. Insatisfeitos, por um lado, com
os resultados econômicos do modelo político da Itália na época e, por outro,
com o avanço dos ideais do “Comunismo”, os simpatizantes do “Fascismo” foram
inicialmente uma espécie de grupo militar extra-oficial e violento.
Através do seu grande
representante, Benito Mussolini, aos poucos o grupo alcançou o máximo poder
político, disseminando os seus ideais, entre eles: a suspensão de todos os
partidos políticos favoráveis ao “Comunismo” e contrários ao “Fascismo”, a
centralização do governo numa única pessoa, a exaltação da nação e da raça.
Muito inspirado no “Fascismo” de Mussolini na Itália está o movimento do
“Nazismo” de Adolf Hitler na Alemanha.
Algumas autoridades
políticas da atualidade (como Nicolás Maduro, na Venezuela, e Vladimir Putin,
na Rússia), com seus discursos e decisões, expõem e defendem o “Comunismo” -
que, sejamos sinceros, apesar de ter alcançado algum desenvolvimento na área da
educação e da saúde, historicamente reproduziu a violência e a corrupção que
condenavam no Capitalismo, na Burguesia e na Democracia. Costumam serem
chamadas de “comunistas” as pessoas que apóiam o nivelamento das classes
sociais, a propriedade comum dos meios de produção, o fim da propriedade
privada.
Outras autoridades
políticas dos nossos dias (como Donald Trump, nos Estados Unidos, e Jair
Bolsonaro, no Brasil), com seus discursos e decisões, fazem recordar tanto o
“Fascismo” quanto o “Nazismo” - que, diga-se de passagem, não se sustentaram
historicamente e foram responsáveis por grandes atrocidades e genocídios.
Costumam serem chamadas de “fascistas” as pessoas que apóiam a suspensão dos
partidos políticos de oposição, a centralização do governo numa única pessoa, a
exaltação da nação e da raça.
Mais que discutir
ideologias e classificar as autoridades ou os cidadãos como “comunistas” ou
“fascistas”, devemos encontrar alternativas verdadeiramente eficazes para
devolver aos povos e às nações a possibilidade de se desenvolverem humana,
material e espiritualmente, de modo sustentável, em harmonia com a natureza,
pelo bem das gerações do presente e do futuro.

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