sábado, 18 de maio de 2019

Feminismo

Sim, felizmente houve exceções; mas, na história da humanidade, geralmente as mulheres foram consideradas pelos homens como inferiores física e intelectualmente, razão pela qual costumavam ser tratadas com força e violência, inclusive durante a intimidade sexual.

Geralmente elas foram reduzidas às funções reprodutivas, maternais e domésticas, enquanto os homens se dedicavam à caça, aos trabalhos braçais, às guerras, ao governo. Elas eram como uma propriedade para os homens, e deviam lhes satisfazer sexualmente.

Custou muito às mulheres conquistar o seu legítimo espaço na vida pública e contribuir no desenvolvimento intelectual, social, econômico e político. Muitas perderam a vida, sofreram agressões físicas, foram perseguidas e humilhadas. A dominação ideológica foi tão forte, que as próprias mulheres se consideravam inferiores aos homens, incapazes, defendendo que o lugar delas era o ambiente familiar. Tal dominação estava aberta ou sutilmente presente nas piadas, nos livros, nas músicas, nas pinturas, nas orações.

Vítimas durante milênios do machismo - ideologia que ensina e defende a superioridade natural do homem sobre a mulher -, na defesa da sua dignidade feminina e nas suas reivindicações sociais, muitas vezes elas acabaram reproduzindo inversamente o comportamento machista, desenvolvendo o chamado “feminismo”.

Muitas mulheres feministas humilham os homens em geral (não apenas os machistas), afirmando que não precisam deles para nada, que são inúteis e que eles devem ser substituídos por elas.

Cansadas de terem sempre que agradar os seus maridos ou namorados, comportando-se de modo irrepreensível e moderado, e de serem traídas emocional e sexualmente por eles, muitas mulheres passaram a defender a liberdade sexual, o divórcio, o aborto, o abuso na sensualidade, no erotismo e no consumo de drogas lícitas e ilícitas; algumas promovem inclusive o lesbianismo.

É verdade: graças aos movimentos feministas, as mulheres foram desenvolvendo as suas capacidades e alcançando espaços nunca antes imaginados. São presidentes, ministras, governadoras, senadoras, deputadas, vereadoras, juízas, advogadas, médicas, empresárias, economistas, policiais, guardas, militares, escritoras, artistas de fama internacional, reitoras de universidades, professoras com mestrados e doutorados etc.

O desenvolvimento das mulheres, em constante progresso, tem preocupado a muitos homens. Atividades profissionais tradicionalmente realizadas por eles aos poucos são ocupadas por elas. Cresce assustadoramente o desemprego entre os homens que, na atualidade, passam a depender economicamente das mulheres - apesar de terem sido educados para serem os provedores de suas famílias. Essa situação tem gerado muita depressão e sentimento de inferioridade nos homens, que às vezes reagem tratando as esposas com agressividade verbal e até física, sendo julgados e condenados criminalmente.

Ainda que seja legítimo o direito das mulheres para defender os seus interesses individuais e de gênero, aos poucos o feminismo - como também o machismo - deve dar espaço a uma relação de respeito e de mútua-ajuda entre as mulheres e os homens, já que nem um nem outro são superiores ou inferiores; apenas são diferentes, e tais diferenças se complementam e se enriquecem.


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