Sim, felizmente houve
exceções; mas, na história da humanidade, geralmente as mulheres foram
consideradas pelos homens como inferiores física e intelectualmente, razão pela
qual costumavam ser tratadas com força e violência, inclusive durante a
intimidade sexual.
Geralmente elas foram reduzidas
às funções reprodutivas, maternais e domésticas, enquanto os homens se
dedicavam à caça, aos trabalhos braçais, às guerras, ao governo. Elas eram como
uma propriedade para os homens, e deviam lhes satisfazer sexualmente.
Custou muito às
mulheres conquistar o seu legítimo espaço na vida pública e contribuir no
desenvolvimento intelectual, social, econômico e político. Muitas perderam a
vida, sofreram agressões físicas, foram perseguidas e humilhadas. A dominação
ideológica foi tão forte, que as próprias mulheres se consideravam inferiores
aos homens, incapazes, defendendo que o lugar delas era o ambiente familiar.
Tal dominação estava aberta ou sutilmente presente nas piadas, nos livros, nas
músicas, nas pinturas, nas orações.
Vítimas durante
milênios do machismo - ideologia que ensina e defende a superioridade natural
do homem sobre a mulher -, na defesa da sua dignidade feminina e nas suas
reivindicações sociais, muitas vezes elas acabaram reproduzindo inversamente o
comportamento machista, desenvolvendo o chamado “feminismo”.
Muitas mulheres
feministas humilham os homens em geral (não apenas os machistas), afirmando que
não precisam deles para nada, que são inúteis e que eles devem ser substituídos
por elas.
Cansadas de terem
sempre que agradar os seus maridos ou namorados, comportando-se de modo
irrepreensível e moderado, e de serem traídas emocional e sexualmente por eles,
muitas mulheres passaram a defender a liberdade sexual, o divórcio, o aborto, o
abuso na sensualidade, no erotismo e no consumo de drogas lícitas e ilícitas;
algumas promovem inclusive o lesbianismo.
É verdade: graças aos
movimentos feministas, as mulheres foram desenvolvendo as suas capacidades e
alcançando espaços nunca antes imaginados. São presidentes, ministras,
governadoras, senadoras, deputadas, vereadoras, juízas, advogadas, médicas, empresárias,
economistas, policiais, guardas, militares, escritoras, artistas de fama
internacional, reitoras de universidades, professoras com mestrados e
doutorados etc.
O desenvolvimento das
mulheres, em constante progresso, tem preocupado a muitos homens. Atividades
profissionais tradicionalmente realizadas por eles aos poucos são ocupadas por
elas. Cresce assustadoramente o desemprego entre os homens que, na atualidade,
passam a depender economicamente das mulheres - apesar de terem sido educados
para serem os provedores de suas famílias. Essa situação tem gerado muita
depressão e sentimento de inferioridade nos homens, que às vezes reagem
tratando as esposas com agressividade verbal e até física, sendo julgados e
condenados criminalmente.
Ainda que seja legítimo
o direito das mulheres para defender os seus interesses individuais e de
gênero, aos poucos o feminismo - como também o machismo - deve dar espaço a uma
relação de respeito e de mútua-ajuda entre as mulheres e os homens, já que nem
um nem outro são superiores ou inferiores; apenas são diferentes, e tais
diferenças se complementam e se enriquecem.

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