sexta-feira, 12 de abril de 2019

Quais são as diferenças entre Quaresma, Semana Santa e Tríduo Pascal?

O mistério completo da fé cristã é celebrado e atualizado no período de doze meses, chamado Ano Litúrgico, que está organizado em tempos ou ciclos.
Sem lugar a dúvidas, as duas celebrações mais importantes do calendário litúrgico são: o nascimento de Deus Filho feito Homem, na solenidade do Natal, comemorado no dia 25 de dezembro e; a ressurreição de Jesus, na solenidade da Páscoa, comemorada no domingo após a primeira lua cheia da primavera, no hemisfério norte (do outono, no hemisfério sul).
Como preparação à solenidade do Natal, temos o chamado tempo ou ciclo do Advento, que inicia o Ano Litúrgico. Comemorando durante oito dias a alegria imensa do nascimento de Deus Filho feito Homem, o tempo ou ciclo do Natal se estende até a solenidade do Batismo de Jesus, três domingos após o Seu nascimento.
Como preparação à solenidade da Páscoa, temos o chamado tempo ou ciclo da Quaresma, que inicia com a Quarta-feira de Cinzas e termina cinco semanas depois, no sábado anterior ao Domingo de Ramos. Os quarenta dias da Quaresma são de purificação e iluminação.
Chama-se Semana Santa os oito dias anteriores à solenidade da Páscoa, iniciando com o Domingo de Ramos e terminando no domingo seguinte, com a ressurreição de Jesus.
Recordando a humilde chegada de Jesus a Jerusalém, montado num jumentinho, no Domingo de Ramos, os fiéis, com palmas abençoadas nas mãos, fazem procissão pelas ruas e, depois, nos templos, proclamam a paixão e morte do Senhor.
Dentro da Semana Santa, merecem destaque a quinta-feira, a sexta-feira e o sábado, chamados Tríduo Pascal, quando são celebradas as solenidades da paixão, morte e ressurreição de Jesus.
Na Quinta-feira Santa, geralmente, pela manhã, nas catedrais metropolitanas, os bispos diocesanos celebram a Eucaristia Crismal para bênção dos Santos Óleos (para os sacramentos do Batismo, da Confirmação, da Ordem e da Unção dos Enfermos), reunido com os sacerdotes e diáconos diocesanos e religiosos que formam o clero da diocese. Aproveita-se a ocasião para celebrar também a instituição do sacerdócio ministerial por Jesus, na última ceia. Esse é o dia do sacerdote.
Pela tarde ou noite da quinta-feira, são celebrados o “lava-pés” e a instituição da Eucaristia por Jesus, que estabelece o novo mandamento: “Amem-se uns aos outros como Eu tenho lhes amado”. A celebração iniciada na quinta-feira só será concluída no sábado, depois da paixão e morte de Jesus, com a Sua ressurreição gloriosa. Evidencia-se, assim, a unidade fundamental do Tríduo Pascal. Durante a noite, os fiéis se revezam em oração diante da Eucaristia.
Na Sexta-feira Santa, às três horas da tarde, é celebrada a paixão e morte do Salvador Jesus, com a adoração da Santa Cruz. Costuma-se rezar a Via Sacra pelas ruas, muitas vezes encenada, com a contribuição dos jovens. Em muitos lugares é feita a procissão do Senhor morto. É um dia penitencial, de jejum obrigatório. Muitas pessoas aproveitam a ocasião para receber o sacramento da Reconciliação.
No Sábado Santo, pela noite, é celebrada a Vigília Pascal, na qual se batizam aqueles que foram preparados (catecúmenos) ou apenas são renovadas as promessas batismais dos fiéis, mediante a realização dos ritos do Fogo Novo (ou da Luz) e da Água, enquanto se proclamam importantes textos bíblicos, que preparam o anúncio da ressurreição gloriosa de Jesus, concluindo o Tríduo Pascal, cantando glórias com aleluias.
No Domingo de Páscoa, na imensa alegria da vitória de Jesus Cristo sobre o pecado e a morte, os fiéis celebram a vida nova recebida nas solenidades anteriores. Durante oito dias permanecem em gozosa alegria pascal, que continua por sete semanas, até a solenidade de Pentecostes, o envio do Espírito Santo, que encerra o ciclo ou tempo da Páscoa.



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