O Cristianismo nasceu dentro do Judaísmo. Através dos profetas, no Primeiro Testamento, Deus havia dirigido muitas promessas aos judeus. Sem lugar a dúvidas, a mais importante delas era o envio do Messias (Cristo, em grego), por Quem os judeus receberiam a salvação eterna, a redenção, sendo definitivamente reconciliados com Deus pelo perdão dos pecados.
A maioria dos judeus, porém, não tinha uma compreensão correta sobre o Messias. Muitos pensavam que Ele teria uma origem humilde e que chegaria a ser um rei poderoso, liderando um grande exército, com o qual expulsaria os dominadores estrangeiros e reuniria os judeus que haviam se dispersado pelas perseguições. Esse Messias inauguraria um tempo de prosperidade econômica e Israel voltaria aos tempos gloriosos do passado, ao esplendor da época do famoso rei Davi, de quem seria um descendente natural. Essa compreensão equivocada do Messias estava reduzida ao destino histórico dos judeus, com uma limitadíssima perspectiva espiritual e universal.
Também os doze apóstolos não tinham uma compreensão correta do Messias. Muitas vezes Jesus teve que corrigi-los, insistindo que o Seu messianismo ia por outro caminho: Ele seria o Servo de Deus, conforme explicou detalhadamente o profeta Isaías nos quatro cânticos dedicados a Ele. Pelo Seu sofrimento livremente aceito e oferecido com amor, os judeus teriam os seus pecados perdoados e seriam reconciliados com Deus.
Apesar dos esforços de Jesus para corrigir os Seus apóstolos, Judas Iscariotes conservava uma ponta de esperança de que Ele chegaria a ser o tão aguardado Messias poderoso. Porém, quando todas as suas expectativas finalmente se frustraram, sentindo-se traído em sua esperança, covardemente o Iscariotes entregou o Messias Jesus aos Seus adversários: os fariseus, os mestres da Lei e os sumos sacerdotes - gesto do qual se arrependerá amargamente, a ponto de não conseguir conviver com esse arrependimento e tirar a própria vida.
Simão Pedro também teve muita dificuldade para compreender o messianismo de Jesus. Certa vez, por tentar convencê-Lo a ser o tão aguardado Messias poderoso, Simão recebeu uma dura correção de Jesus.
Porém a famosa tripla negação de Pedro foi motivada muito mais por medo e covardia que por compreensão incorreta do messianismo de Jesus. Temendo ser aprisionado, condenado e executado por acreditar no Messias Jesus, Simão covardemente negou conhecer Aquele que fez dele a pedra sobre a qual seria edificada a Sua Igreja.
Profundamente arrependido e envergonhado, quando Jesus ressuscitado se manifestou aos Seus apóstolos vitorioso sobre o pecado e a morte, Simão humildemente reconheceu a sua grande culpa e, com fé, acolheu o perdão do Ressuscitado. Apesar da gravidade das negações, Jesus manteve Pedro na sua função de liderança sobre os apóstolos, pela qual finalmente foi aprisionado, condenado e executado.
Também na atualidade Jesus continua sendo traído e negado. Desta vez, não por Judas Iscariotes nem por Simão Pedro, mas pelas mulheres e homens que, compreendendo incorretamente o messianismo de Jesus, abandonam a fé cristã e a sua prática, tornando-se omissos diante da maldade presente no ser humano e nas estruturas sociais. Confiados no amor e na misericórdia de Jesus, sinceramente nos arrependamos das nossas traições e negações, aceitemos o perdão de Deus e renovemos os nossos propósitos de seguir ao Messias Jesus com fidelidade.

Amém,vou permanecer no silêncio de Maria obrigado Padre Kleber Deus abençoe.
ResponderExcluirFaça isso. Obrigado por comentar
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