A Câmara Municipal é formada por partidos políticos. A quantidade de vereadores é proporcional à quantidade de eleitores. Os partidos podem ter vereadores conforme a quantidade de votos válidos que recebem.
Os candidatos a vereadores são identificados por uma sequência de cinco números. Os dois primeiros números indicam o partido que o candidato representa.
Imaginemos o seguinte cenário:
Uma cidade possui 200 mil eleitores, o que lhe dá direito a 20 vagas para a Câmara Municipal. Digamos que, para ser eleito, um vereador precise de 10 mil votos.
Então, se um partido receber 30 mil votos, ocupará 3 vagas na Câmara Municipal, concedidas aos 3 vereadores mais votados pelo partido.
Se um partido receber 10 mil votos, ocupará 1 vaga na Câmara Municipal, concedida ao vereador mais votado pelo partido.
Se um partido não receber a quantidade mínima de votos, não terá representação na Câmara Municipal.
Os votos são contados por partidos e os vereadores são eleitos conforme os candidatos do partido recebem votos.
Ou seja, a eleição é mais para partidos do que para candidatos.
Exemplo: se um candidato receber muitos votos, sozinho, mas seu partido, no geral, receber poucos, o candidato pode não ser eleito. Porém, se um candidato receber poucos votos, sozinho, mas seu partido, no geral, receber muitos, o candidato pode ser eleito.
Em outras palavras, é importante que um candidato a vereador esteja filiado a um partido grande e forte, para que não dependa apenas dos votos recebidos sozinho.
Quantos mais votos o partido receber, mais vagas na Câmara Municipal vai ocupar com seus vereadores.