Está entre a infância e a juventude. Já não é criança, mas ainda não é jovem.
Na atualidade, é filho de pai e mãe que trabalham, sendo criado por parentes, talvez os avós. Sente-se um peso, que atrapalha, não desejado. Sente que recebe pouco amor e atenção.
De duas, uma: ou tem espectro autista (isolado, sem contato visual, comunicação mínima, fone nos ouvidos, óculos escuros, franja escondendo os olhos, jogando com o celular nas mãos...) ou espectro TDAH (hiperativo, intenso, inquieto, zoeiro, sarrista, debochado, falador, insatisfeito, começa e não termina...).
Costuma ter o emocional instável, sobretudo diante de gatilhos (temas sensíveis), como: família, amor de pai e de mãe, morte de um ser querido, afetividade, sexualidade, drogas...
Na Igreja, foi batizado, fez a primeira comunhão, foi crismado, mas não perseverou. Não vai à missa dominical, não se confessa, não tem a oração diária...
A evangelização do adolescente é um desafio para pais e catequistas. 90% de quem é crismado abandona a Igreja.
Quais são as estratégias que funcionam? E as que não funcionam? Onde temos acertado? Onde temos errado?
Devemos agir como o "pai" do "filho pródigo": deixá-lo partir para que aprenda com o sofrimento da vida e então retorne sozinho com convicção?
O que fazem as igrejas neopentecostais? Há muitos adolescentes nelas.
A Igreja Católica pode ser mais atraente para conquistar os adolescentes? Nossa linguagem e estruturas são muito adultas e rígidas?
É possível uma Igreja mais alegre, mais dinâmica, mais participativa, onde se aprenda e se ensine menos com palavras e mais com dinâmicas, gincanas, acampamentos, torneios, festivais...?
Nós (pais, catequistas e padres) estamos dispostos a isso?
Nenhum comentário:
Postar um comentário