- Já ouviu falar da Lei Natural?
- Não. O que é?
- Significa que Deus, ao criar o universo e a humanidade, estabeleceu uma ordem, uma lei para regê-los. E que o ser humano, ao contemplar a natureza e a si próprio, é capaz de identificar esta lei, que deve ser respeitada.
- Pode dar um exemplo?
- Sim. Observando que uma nova vida humana surge do contato do órgão sexual masculino com o feminino, entende-se que o homem foi feito por Deus para a mulher e vice-versa; e que a união entre pessoas do mesmo gênero não é da vontade de Deus, porque não gera uma nova vida.
- Complicado isso, né?
- O que estiver de acordo com a Lei Natural é santo, é sagrado; do contrário, é pecado, pois vai contra a natureza e suas regras.
- Então está errada a transição de gênero sexual? A homossexualidade?
- O biológico determina o gênero. Se nasceu com pênis, é homem. Do contrário, é mulher. O que gera vida, é santo. O pecado é estéril.
- Mas há casais heterossexuais que são estéreis. E aí?
- Sim, mas são a exceção. A regra é a fecundidade. Para casais homossexuais a regra é a esterilidade, sem exceções.
- Eu entendo o que você está querendo dizer. Mas penso que essa teoria é rasa, porque não dá conta de abranger a diversidade da sexualidade humana, além de discriminar os casais homoafetivos.
- A natureza é muito simples. São os seres humanos que gostam de complicar as coisas.
- O biológico determina o gênero sexual?
- Você concorda que o que segue a Lei Natural é santo e gera vida, e que o que não segue é pecado e estéril?
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