- Esposa não é mãe e marido não é pai. Entre o casal, não pode haver estas projeções.
- Mas, de certa forma, a esposa não cumpre as tarefas de mãe e o esposo cumpre as tarefas de pai?
- Entenda uma coisa: a relação pai-filha, mãe-filho, não é entre iguais. Um manda, o outro obedece. Um dá amor, o outro recebe. Um serve, o outro é servido. Há uma dependência emocional. E isso não pode acontecer entre esposa e marido.
- E por que não?
- Porque a relação esposa-marido é entre iguais. Nenhum deles pode pretender uma superioridade. E nenhum deles pode se encolher numa submissão. Ambos devem lutar juntos, remar juntos.
- Isso é idealismo. No mundo real, há sempre alguém que toma a dianteira, a liderança. Uns se sentem confortáveis "mandando" e outros "obedecendo". As pessoas têm capacidades diferentes, e necessidades diferentes. Se ambos aceitam de boa seus papéis, ninguém deve se meter.
- A maturidade consiste em superar o infantilismo da posição de filha ou filho, e ser adultos como esposa e marido. Não está preparado para o casamento quem ainda pensa, sente e age de forma infantil.
- Há esposas que chamam o marido de pai e maridos que chamam a esposa de mãe. Acho isso tão bonito.
- Não há nada de bonito. São pessoas imaturas que estão projetando o próprio pai no marido, a própria mãe na esposa. Isso está completamente errado.
- Na relação esposa-marido, é correto que um se sinta superior e o outro se encolha?
- Se ambos aceitam de boa seus papéis, ninguém deve se meter?
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