segunda-feira, 17 de junho de 2024

Igreja na Idade Contemporânea

As duas grandes guerras mundiais (1914-1918 e 1939-1945) abalaram profundamente a humanidade e a Igreja também. Além da destruição material, houve consequências terríveis na alma do ser humano.

As bombas atômicas-nucleares deixaram em evidência que as grandes potências mundiais tinham suficiente poder bélico para destruir a humanidade e talvez a vida no planeta.

A Igreja tratou de curar as feridas na alma do ser humano, devolver-lhe a esperança e a fé em Deus, enquanto acompanhava a reconstrução dos países em ruina. Tratou-se de um trabalho intenso, principalmente porque, de 1945 a 1991, o mundo esteve na chamada Guerra Fria, com os países divididos entre capitalistas e comunistas, com ameaças constantes de ataques a bomba.

O Estado do Vaticano, em Roma, Itália, foi fundado no período entre guerras, em 1929.

A Igreja apoiou as iniciativas mundiais em vista da paz, como a Declaração Universal dos Direitos Humanos e a Organização das Nações Unidas.

A criação do Estado de Israel, em 1948 - após o holocausto de milhões de judeus pelo nazismo alemão durante a segunda guerra mundial - foi acompanhada pela Igreja - lembrando que a cidade de Jerusalém é a sede espiritual das três grandes religiões monoteístas: Judaísmo, Cristianismo e Islamismo.

Com a expansão das tecnologias de comunicação, a princípio a Igreja era desconfiada, sem apoiar explicitamente a rádio e telecomunicação.

De 1962 a 1965, aconteceu a mais recente e importante reunião ecumênica dos bispos do mundo inteiro, no Vaticano, em que a Igreja repensou a si mesma e à sua missão no mundo contemporâneo.

As decisões do Concílio Ecumênico Vaticano II foram um divisor de águas na Igreja, que se abriu ao mundo assumindo os idiomas nacionais e fez importantes revisões, em vista de ser relevante à mulher e ao homem da atualidade.

A maior parte dos membros da Igreja acolheu com alegria as renovações do Vaticano II, embora houve resistências que perduram até os dias atuais.

O Pentecostalismo - movimento religioso que enfatiza os dons do Espírito Santo -, que surgiu no Protestantismo dos Estados Unidos no início do século XX, chegou ao Catolicismo em meados dos anos 60.

Na América Latina, a Igreja viu o surgimento das ditaduras militares com seus métodos violentos de controle social, supostamente criadas para proteger os países do comunismo russo. Bispos e padres foram torturados e assassinados pelos regimes militares.

Não sem perseguição, a Igreja acompanhou a reconquista da democracia nos países governados por militares.

Em suas assembleias continentais, os bispos da América do Sul e do Caribe, apoiados pelo Papa, se posicionaram profeticamente na defesa dos pobres, do meio-ambiente, da democracia, da justiça, da paz, da verdade.

Sobretudo a partir do Papa São João Paulo II, a Igreja passou a se comunicar de maneira mais próxima com os fiéis, especialmente a juventude, com encontros internacionais multitudinários, na defesa da vida e da família.

O Papa Francisco é um religioso influente no cenário mundial, capaz de se comunicar assertivamente em temas diversos, como a proteção do meio-ambiente ameaçado pelo aquecimento global, os refugiados dos países em guerra, a fraternidade universal, a educação dos adolescentes e jovens, a economia solidária etc.

A Igreja busca respeitar a diversidade religiosa, estimulando o diálogo entre as igrejas cristãs e entre as diversas religiões.

Durante a pandemia de COVID, a Igreja tratou de apoiar os governos na prevenção da doença e da proteção através da vacinação, consolando os familiares que perderam seus seres queridos.

Diante das guerras que estão em curso no mundo (ucranianos e russos, israelenses e palestinos, países do Oriente Médio e da África), a Igreja acompanha com suas orações e no incentivo à paz e ao desarmamento.


- O que significa para a Igreja o Concílio Ecumênico Vaticano II?

- A Igreja é relevante à mulher e ao homem da atualidade?

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