As origens da Igreja está na religião judaica, no Oriente Médio da Antiguidade. Havia uma grande expectativa pelo cumprimento das promessas divinas conhecidas através dos profetas, particularmente a libertação mediante o Messias.
Inaugurando a era cristã, em contato com o jovem Jesus, alguns judeus começaram a acreditar e a anunciar que Ele era o Messias aguardado, especialmente após Sua morte na Cruz. Eles estavam convencidos de que o morto tinha vencido a morte e então vivia para sempre. Em pouco tempo, estes judeus passaram a ser identificados como cristãos, seguidores de Cristo. Merecem destaque os chamados Doze Apóstolos e seus sucessores, em particular, Simão Pedro e Paulo.
A começar pelo próprio Jesus, os cristãos foram brutalmente perseguidos e assassinados pelos romanos que dominavam o território, incentivados pelos judeus. Não era interessante aos romanos nem aos judeus que outra religião surgisse e substituísse às deles.
Apesar dos inúmeros esforços, os cristãos cresciam em quantidade e em qualidade, partindo do Oriente Médio para a Ásia e a Europa, chegando ao coração do Império Romano - Roma - sem abandonar Jerusalém.
A Igreja era composta majoritariamente por gente simples e pobre e atraía pessoas do mesmo perfil nas principais cidades do Império Romano. As lideranças da Igreja se vestiam humildemente e os cristãos se reuniam às escondidas, nas casas e nos cemitérios.
A Igreja viu muitos cristãos preferirem ser mortos a negarem sua fé em Cristo; viu muitos cristãos percorrerem longas distâncias e chegarem a grandes cidades para anunciar a fé cristã como missionários, evangelistas e catequistas.
Até o final do primeiro século foram escritos os livros inspirados que deram origem ao chamado Segundo Testamento. Era a passagem da tradição oral para a escrita. Apesar disso, ainda havia divergências sobre a interpretação de tais livros. As dúvidas eram ainda maiores entre cristãos vindos da religião judaica e da filosofia greco-romana.
Alguns cristãos estudiosos se dedicaram a aprofundar a doutrina cristã para que fosse compreendida no seu conjunto por todos.
A Igreja era conduzida por bispos auxiliados por presbíteros e diáconos. Os bispos conservavam a unidade, embora houvesse espaço para a saudável diversidade de costumes e uma relativa autonomia deles na condução. A Igreja era organizada por patriarcados, e o patriarca de Roma crescia em importância e consideração.
A história da Igreja na Antiguidade encerra quando o Imperador de Roma, após séculos de perseguição sem sucesso aos cristãos, decide lhes dar liberdade religiosa e, logo, torna o Cristianismo a religião oficial do império.
O imperador incentiva a realização de uma importante e abrangente assembleia de patriarcas e bispos a fim de sistematizar melhor a fé cristã e evitar heresias - erros doutrinais.
E, finalmente, o Império Romano se divide em ocidental e oriental. O Império Romano Ocidental é vencido pelos povos bárbaros em 476; o lado oriental persiste. A Igreja subsiste na nova organização política.
- Qual é a relação entre a Igreja e a religião judaica?
- Como a Igreja sistematizou a fé cristã para defender a doutrina das heresias?
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