segunda-feira, 17 de junho de 2024

Igreja na Idade Antiga

As origens da Igreja está na religião judaica, no Oriente Médio da Antiguidade. Havia uma grande expectativa pelo cumprimento das promessas divinas conhecidas através dos profetas, particularmente a libertação mediante o Messias.

Inaugurando a era cristã, em contato com o jovem Jesus, alguns judeus começaram a acreditar e a anunciar que Ele era o Messias aguardado, especialmente após Sua morte na Cruz. Eles estavam convencidos de que o morto tinha vencido a morte e então vivia para sempre. Em pouco tempo, estes judeus passaram a ser identificados como cristãos, seguidores de Cristo. Merecem destaque os chamados Doze Apóstolos e seus sucessores, em particular, Simão Pedro e Paulo.

A começar pelo próprio Jesus, os cristãos foram brutalmente perseguidos e assassinados pelos romanos que dominavam o território, incentivados pelos judeus. Não era interessante aos romanos nem aos judeus que outra religião surgisse e substituísse às deles.

Apesar dos inúmeros esforços, os cristãos cresciam em quantidade e em qualidade, partindo do Oriente Médio para a Ásia e a Europa, chegando ao coração do Império Romano - Roma - sem abandonar Jerusalém.

A Igreja era composta majoritariamente por gente simples e pobre e atraía pessoas do mesmo perfil nas principais cidades do Império Romano. As lideranças da Igreja se vestiam humildemente e os cristãos se reuniam às escondidas, nas casas e nos cemitérios.

A Igreja viu muitos cristãos preferirem ser mortos a negarem sua fé em Cristo; viu muitos cristãos percorrerem longas distâncias e chegarem a grandes cidades para anunciar a fé cristã como missionários, evangelistas e catequistas.

Até o final do primeiro século foram escritos os livros inspirados que deram origem ao chamado Segundo Testamento. Era a passagem da tradição oral para a escrita. Apesar disso, ainda havia divergências sobre a interpretação de tais livros. As dúvidas eram ainda maiores entre cristãos vindos da religião judaica e da filosofia greco-romana.

Alguns cristãos estudiosos se dedicaram a aprofundar a doutrina cristã para que fosse compreendida no seu conjunto por todos.

A Igreja era conduzida por bispos auxiliados por presbíteros e diáconos. Os bispos conservavam a unidade, embora houvesse espaço para a saudável diversidade de costumes e uma relativa autonomia deles na condução. A Igreja era organizada por patriarcados, e o patriarca de Roma crescia em importância e consideração.

A história da Igreja na Antiguidade encerra quando o Imperador de Roma, após séculos de perseguição sem sucesso aos cristãos, decide lhes dar liberdade religiosa e, logo, torna o Cristianismo a religião oficial do império. 

O imperador incentiva a realização de uma importante e abrangente assembleia de patriarcas e bispos a fim de sistematizar melhor a fé cristã e evitar heresias - erros doutrinais.

E, finalmente, o Império Romano se divide em ocidental e oriental. O Império Romano Ocidental é vencido pelos povos bárbaros em 476; o lado oriental persiste. A Igreja subsiste na nova organização política.


- Qual é a relação entre a Igreja e a religião judaica?

- Como a Igreja sistematizou a fé cristã para defender a doutrina das heresias?

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