Sim, estamos falando de Nietzsche, de Sartre, de Heidegger, de Foucault. Estamos na grande Europa, a partir do século XX até a atualidade.
O evento das duas grandes Guerras Mundiais (1914-1918 e 1939-45), com a possibilidade da destruição do planeta pelas bombas atômicas-nucleares, levou a humanidade a um pessimismo e profunda autorreflexão. Daí surgem a Declaração Universal dos Direitos Humanos e a Organização das Nações Unidas. O mundo se dividiu entre capitalistas e comunistas na Guerra Fria, que terminou em 1991.
Ditadores militares tomaram o poder em muitos países durante décadas, fragilizando a democracia.
As mulheres conquistam o direito à participação na política partidária, ganhando força na sociedade, com os negros, estrangeiros e homossexuais.
Redescobriu-se o sagrado: mais intimista no ocidente cristão, mais radical no oriente médio, com os muçulmanos extremistas.
O episódio das Torres Gêmeas do World Trade Center aumentou exponencialmente a xenofobia e a intolerância religiosa.
A tecnologia, a Internet, os equipamentos eletrônicos popularizados levaram a humanidade a uma sensação de empoderamento que a levou à acomodação, à indiferença social, ao tédio.
Esperava-se que a humanidade progrediria com o acesso a um conhecimento não-religioso, mas se observou que a educação se tornou um negócio rentável.
Com a terrível pandemia de COVID-19 se imaginava que a humanidade cresceria em compaixão, mas se notou o aumento do egoísmo.
Os conhecimentos e direitos conquistados são desprezados, com a difusão da teoria da terra plana, o questionamento das vacinas e a supressão do descanso semanal e anual remunerados.
Aumentam-se a insegurança trabalhista, a violência e o crime organizado, que se enriquece, chega ao poder e compra a polícia e os órgãos de fiscalização.
Nietzsche refletiu sobre a objetividade das ciências e a capacidade humana de conhecer a realidade; Sartre refletiu sobre a angústia da liberdade humana; Heidegger questionou o papel das tecnologias e a difusão do seu uso; Foucault refletiu sobre a relação entre cidadão e Estado na sociedade e no uso da violência.
Observa-se a polarização política extrema, as catástrofes naturais ampliadas pelo aquecimento global, a manipulação religiosa e o fanatismo, o aumento dos pobres e refugiados, a ampla difusão das redes sociais, a guerra entre russos e ucranianos, entre israelenses e palestinos, e as guerras em países da África e do Oriente Médio.
Cresce o conhecimento sobre a vastidão do universo e da física quântica, enquanto a população mundial supera a marca dos 8 bilhões. A riqueza se concentra nas mãos de poucos. O progresso material não leva ao progresso moral.
Prova-se assim, por A mais B, que ainda é válido e urgente que se estude Filosofia e se reflita sobre os temas da atualidade, apontando saídas efetivas para uma vida plenamente humana.
- O mundo e a humanidade finalmente estão perdidos? Já não há como voltar atrás?
- Ainda tem sentido refletir sobre o mundo e a existência? Ou é melhor fugir da realidade até que a morte chegue?
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