- Obrigado por ter vindo.
- O senhor disse que queria falar comigo.
- Sim. A conversa não será fácil, mas era preciso que conversássemos.
- Ai, ai, ai... O que será que eu fiz desta vez?
- Preciso que você renuncie à sua coordenação.
- Mas por quê?
- Desculpe-me a sinceridade: você não representa seu grupo nas reuniões; não responde as mensagens enviadas; não mantém seu grupo unido e informado; não cumprem o que foi combinado; você não tem disponibilidade de tempo; seu grupo anda perdido e isolado dos demais; assim não dá.
- Desculpe-me, dê-me outra oportunidade. Eu vou melhorar.
- Você já me disse isso outras vezes, e não melhorou. Preciso de um coordenador presente e responsável.
- Mas não tem outra pessoa para coordenar. Se eu sair, o grupo acaba.
- Você já está na coordenação há muito tempo. É preciso dar a oportunidade a outra pessoa, que assuma as responsabilidades direitinho.
- Isso é injusto! O senhor está sendo injusto! E todos esses anos em que eu fui coordenador? Agora eu saio assim escorraçado?
- Não estou sendo injusto com você. Tampouco estou escorraçando. Agradeço sua dedicação, seu tempo na coordenação, mas agora preciso de uma nova pessoa.
- Não acho isso certo!
- E peço a você que não alimente intrigas e desavenças no grupo. Pode continuar participando como membro, já não mais como coordenador.
- Está me chamando de encrenqueiro?
- Eu conheço você. Às vezes faz comentários que desunem o grupo. Em nome da caridade, peço que você obedeça minhas recomendações.
- Por favor.
- A decisão já está tomada.
- Por isso muita gente se afasta da Igreja; por causa dessas injustiças. Passar bem.
- Que responsabilidades as pessoas assumem quando se tornam coordenadoras de um grupo?
- Se justifica que uma pessoa continue sendo coordenadora caso já não cumpra suas responsabilidades?
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