- Filho, posso entrar?
- O que a senhora quer, mãe?
- Quero falar com você. Abre a porta um momentinho...
- Oi, mãe. O que foi?
- E essa carinha triste?
- Estou triste não, mãe...
- Eu conheço você... Você não está bem...
- É, mãe... Aconteceram algumas coisinhas...
- Tem a ver com a sua namoradinha?
- ...
- Conte pra mamãe. Eu lhe empresto meus ombros, meus ouvidos...
- Ela terminou comigo pelo WhatsApp. A senhora acredita?
- Puxa, filho. Sério?
- Sério, mãe. A gente não vinha muito bem, sabe? Pedi pra gente conversar pessoalmente. Mas ela preferiu terminar assim...
- Você gosta dela, né, filho?
- Gosto, mãe. Mas ela me disse que está gostando de outro cara...
- Puxa, filho... Força...
- Não sei onde falhei...
- Filho, você é ótimo. Não tem nada a ver com você. São coisas do coração. Vocês são novinhos. É assim mesmo...
- Não quero gostar mais de ninguém, mãe. Fiz tanto pelo nosso namoro; deixei amigos e família pra ficar com ela... E veja no que deu...
- Filho, quando surge um novo amor, não há como resistir. Não se feche. Logo logo a dor vai passar. Agora procure aprender dos erros e valorizar mais a família e os amigos.
- Vou fazer isso, mãe.
- E reze: Jesus vai ajudar você a sair logo dessa fossa.
- Sim, mãe. Vou me confessar, sabe? Vou voltar pra Igreja, pra missa.
- Faça isso, filho. E lembre-se do terço.
- Obrigado, mãe.
- Dê aqui um abraço na sua mãe. Pode contar sempre comigo. Amo você!
- Os filhos gostam que os pais se intrometam em sua vida amorosa?
- Como consolar os filhos sem massacrar a outra parte?
Nenhum comentário:
Postar um comentário