Já dizia o famoso filósofo grego Aristóteles: "a virtude busca o meio termo, entre o excesso e a falta" (Ética a Nicômaco).
Na atualidade, vivemos num contexto complexo, que requer uma mentalidade aberta diante das diferenças.
Requer-se acolhida, não rejeição; capacidade de ouvir, não de condenar; colocar-se no lugar do outro, não julgar a partir de fora.
Mas isso não significa se calar ou se omitir diante de uma situação contrária aos ensinamentos bíblicos ou da milenar Tradição da Igreja.
É preciso acender a luz da verdade, para que a Vontade de Deus seja conhecida, e não para humilhar nem maltratar as pessoas.
É preciso que fique bem claro: Deus odeia o pecado, mas ama o pecador.
Não tenhamos medo dos pecadores, como se fossem doentes contagiosos. Deixemos já de falar mal deles. É oportuno recordar: "Cristo morreu por nós quando ainda éramos pecadores" (Romanos 5, 8).
Deus ama os pecadores por iniciativa própria, por Sua misericórdia divina, e não pelos méritos humanos.
Isso não quer dizer que podemos nos acomodar nos nossos pecados. Ao contrário, deve ser uma motivação a mais para o progresso diário na santidade, correspondendo à iniciativa divina.
O cristão de hoje deve ser outro Cristo: rápido para acolher e amar, lento para julgar e condenar, sempre comprometido com a verdade na caridade.
- Será que os pecadores reconhecem e vêem a Jesus em nós cristãos?
- Qual é a diferença entre "ficar encima do muro" e buscar o equilíbrio evitando os extremos?
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