quarta-feira, 11 de maio de 2022

Nem oito nem oitenta

Já dizia o famoso filósofo grego Aristóteles: "a virtude busca o meio termo, entre o excesso e a falta" (Ética a Nicômaco).

Na atualidade, vivemos num contexto complexo, que requer uma mentalidade aberta diante das diferenças.

Requer-se acolhida, não rejeição; capacidade de ouvir, não de condenar; colocar-se no lugar do outro, não julgar a partir de fora.

Mas isso não significa se calar ou se omitir diante de uma situação contrária aos ensinamentos bíblicos ou da milenar Tradição da Igreja. 

É preciso acender a luz da verdade, para que a Vontade de Deus seja conhecida, e não para humilhar nem maltratar as pessoas.

É preciso que fique bem claro: Deus odeia o pecado, mas ama o pecador.

Não tenhamos medo dos pecadores, como se fossem doentes contagiosos. Deixemos já de falar mal deles. É oportuno recordar: "Cristo morreu por nós quando ainda éramos pecadores" (Romanos 5, 8).

Deus ama os pecadores por iniciativa própria, por Sua misericórdia divina, e não pelos méritos humanos.

Isso não quer dizer que podemos nos acomodar nos nossos pecados. Ao contrário, deve ser uma motivação a mais para o progresso diário na santidade, correspondendo à iniciativa divina.

O cristão de hoje deve ser outro Cristo: rápido para acolher e amar, lento para julgar e condenar, sempre comprometido com a verdade na caridade. 


- Será que os pecadores reconhecem e vêem a Jesus em nós cristãos? 

- Qual é a diferença entre "ficar encima do muro" e buscar o equilíbrio evitando os extremos?

Nenhum comentário:

Postar um comentário

O Protestantismo e a Modernidade

O Protestantismo iniciou na Europa com Martinho Lutero (1483 a 1543) na Modernidade (século XV ao XVIII). A Idade Média se caracterizava com...