Por que eu ajudo os pobres? Porque eles são seres humanos como nós, com o direito básico de comer, de se vestir, de morar dignamente. Provavelmente passaram por inúmeras dificuldades, chegando à situação na qual se encontram e sem perspectivas de mudança a curto prazo. Eu cuido até das plantas e animais; por que não ajudaria a um ser humano como eu? Mais ainda se for uma criança inocente, um idoso, um doente. Ajudar me faz me sentir bem. Minha maior recompensa é ver as pessoas voltarem a sorrir, a ter esperança. Minha ajuda é pouca. Sei que não muda a vida de ninguém. Mas ao menos alivia o peso das dificuldades, e fazemos do mundo um lugar melhor, mais humano.
Por que eu não ajudo os pobres? Porque eles ficam dormindo até tarde, não fazem nada o dia inteiro, usam o dinheiro que lhes dão para comprar bebidas ou drogas, roubam os comércios e casas durante as madrugadas, riscam os carros e motos, mentem, agridem verbal e fisicamente, desperdiçam a comida e as roupas que recebem, preferem viver na mendicância, na rua, a voltarem às suas famílias, às suas cidades, a iniciarem um tratamento contra a dependência química. Ficaram mal acostumados. Tornaram-se acomodados e preguiçosos. Não quero apoiar esse estilo de vida de viver de favores.
- Como você analisa os pobres e os trabalhos a eles direcionados?
- Qual é o limite entre a caridade e o assistencialismo?
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