terça-feira, 26 de abril de 2022

Confidências entre amigos

- Amigo, preciso muito falar com você; mas tem que ser pessoalmente...

- Beleza. Daqui a pouco passo aí no seu apê.

[Meia hora depois]

- Obrigado por vir.

- O que é que está pegando, meu chapa?

- Cometi um grave erro, amigo. Por favor, não me julgue...

- Sou todo ouvidos. 

- Traí minha esposa. Conheci uma mulher pelas redes sociais, enviei fotos e vídeos íntimos e, ao final, o marido dela descobriu e começou a me chantagear. Disse que ia contar tudo pra minha esposa e que só não o faria se eu lhe pagasse cinco mil reais.

- Misericórdia, meu amigo!

- No desespero, acabei contando pra minha esposa. Ela me xingou e contou aos nossos filhos e parentes.

- Minha Nossa Senhora!

- Estou me sentindo sujo, com vergonha de mim mesmo, perdido, sem saber o que fazer. Me ajude!

- Amigo, você realmente falhou gravemente. Deve se desculpar com a sua família, ter paciência e esperar.

- Estou querendo me confessar.

- Sim, faça isso. Mas não pague o dinheiro, não. Isso é extorsão, é crime. Há bandidos que agora estão cometendo esse crime pela Internet.

- O pior é que já paguei, meu amigo.

- Oh não... Sério?

- Sim, meu amigo. Além de ter traído a minha esposa e família, ainda levei um prejuízo econômico. Fui um completo imbecil.

- Infelizmente você acaba de entrar na estatística das vítimas de extorsão pela Internet. Isso precisa acabar, viu!

- A gente pensa que está sendo esperto mas, no fundo, está sendo idiota.

- Fique assim não, meu chapa. Dê um abraço aqui, vai. 


- Temos falado sobre ética sexual na Internet?

- Como evitar crimes de extorsão pelas redes sociais?

sexta-feira, 22 de abril de 2022

Eleições

- E como você pretende se eleger?

- Isso é muito fácil, é muito simples. Basta a gente se vestir bem, caprichar no sorriso, dar uns abraços, dizer meia dúzia de palavras bonitas, pra parecer que a gente entende dos assuntos, e pronto.

- Nada disso, não é tão simples assim, não. As pessoas não se deixam enganar.

- Bobagem. A coisa mais fácil é enganar os eleitores. Ninguém assiste notícias, ninguém lê nada. O povo tem memória curta. A gente apronta, faz coisa errada, e ninguém está nem aí.

- Mas quais são as suas propostas?

- Tenho propostas não. Invento qualquer coisa na hora do discurso. Ninguém confere nada mesmo. Depois é só correr pro abraço: ganhar dinheiro fácil nas costas dos eleitores.

- Que horror isso! Jamais votaria em alguém como você. Isso me dá nojo!

- Não preciso do seu voto, não. Um voto a mais, um voto a menos, não me faz falta. O importante é alcançar a quantidade mínima. Aí já era. Terão que me aguentar por quatro anos, me sustentar, a mim e à minha família. 


- Como você se informa antes de votar?

- Quais são os seus critérios para escolher um candidato?

terça-feira, 5 de abril de 2022

O "palavrão"

O chamado "palavrão" na realidade são expressões utilizadas em diversas circunstâncias e finalidades, geralmente formadas por palavras vulgares e/ou agressivas.

Nem todo "palavrão" é ofensivo, ainda que causem espanto e perplexidade, principalmente em lugares impróprios e àqueles que têm maior pudor.

Muitas pessoas recorrem ao "palavrão" para indicar intensidade. Seria um sinônimo para imenso, abundante, minúsculo, insuficiente.

Outras usam o "palavrão" quando estão surpresas, espantadas, assustadas ou expostas por muito tempo a situações exaustivas ou irritantes. Seria como uma interjeição, um desabafo emocional.

Mas, sim, há pessoas que fazem uso do "palavrão" para ofender gravemente, seja à própria pessoa, seja aos seus familiares, despertando a ira, a gritaria, a agressão física. Esse uso é absolutamente reprovável!

Em linhas gerais, convém aos bons modos e à convivência civilizada, eliminar o uso do "palavrão", particularmente diante de crianças e pessoas idosas, sobretudo publicamente.

Pessoas públicas devem se privar do "palavrão", já que são influenciadoras de opinião e educadoras.

Ainda que indesejável, entre pessoas adultas e próximas, desde que não seja de natureza ofensiva e agressiva, o uso lúdico do "palavrão" é compreensível na vida privada. O problema é que se torna um vício e pode ser levado a outras instâncias.

Convém enriquecer o vocabulário a fim de aprender e utilizar palavras mais apropriadas para se expressar, substituindo aquelas de baixo calão.

Pessoas que recorrem ao "palavrão" costumam ser consideradas mal-educadas, vulgares e agressivas, inspirando desconfiança.

Seja desestimulado o uso do "palavrão". 


- Como deixar um mal hábito?

- Você realmente deseja ser uma pessoa melhor?

segunda-feira, 4 de abril de 2022

Os pobres

Por que eu ajudo os pobres? Porque eles são seres humanos como nós, com o direito básico de comer, de se vestir, de morar dignamente. Provavelmente passaram por inúmeras dificuldades, chegando à situação na qual se encontram e sem perspectivas de mudança a curto prazo. Eu cuido até das plantas e animais; por que não ajudaria a um ser humano como eu? Mais ainda se for uma criança inocente, um idoso, um doente. Ajudar me faz me sentir bem. Minha maior recompensa é ver as pessoas voltarem a sorrir, a ter esperança. Minha ajuda é pouca. Sei que não muda a vida de ninguém. Mas ao menos alivia o peso das dificuldades, e fazemos do mundo um lugar melhor, mais humano. 


Por que eu não ajudo os pobres? Porque eles ficam dormindo até tarde, não fazem nada o dia inteiro, usam o dinheiro que lhes dão para comprar bebidas ou drogas, roubam os comércios e casas durante as madrugadas, riscam os carros e motos, mentem, agridem verbal e fisicamente, desperdiçam a comida e as roupas que recebem, preferem viver na mendicância, na rua, a voltarem às suas famílias, às suas cidades, a iniciarem um tratamento contra a dependência química. Ficaram mal acostumados. Tornaram-se acomodados e preguiçosos. Não quero apoiar esse estilo de vida de viver de favores. 


- Como você analisa os pobres e os trabalhos a eles direcionados?

- Qual é o limite entre a caridade e o assistencialismo?

Pense comigo

Por que eu não gosto de pobre? Porque pobre é vagabundo e preguiçoso; porque ele pesa no bolso da sociedade; porque ele suja e enfeia a cida...