O corpo é a exteriorização do nosso interior, e é a
maneira pela qual nos relacionamos com as demais pessoas e com o mundo. Em vez
de falar “tenho um corpo”, deveríamos dizer “sou um corpo”. Cuidar do nosso
corpo, conservá-lo saudável e limpo, protegê-lo de ameaças é sinal de
auto-estima, de amor próprio.
Infelizmente, por razões diversas, o corpo acaba
padecendo de doenças, algumas adquiridas por negligência pessoal e outras por
circunstâncias externas, como epidemias e mudanças climáticas bruscas.
Graças à sua impressionante capacidade de
auto-regulação, geralmente o corpo consegue sozinho vencer as ameaças internas
sem maiores dificuldades ou conseqüências.
Mas existem situações em que o corpo está tão indefeso
- por exemplo, nos primeiros meses de vida, e na velhice - que ele depende de
ajuda para vencer algumas doenças ou limitações.
A medicina se apresenta como conjunto de ciências da
saúde que - graças ao conhecimento dos seus profissionais, aos seus
equipamentos de análise, à manipulação de elementos químicos - oferece uma
ajuda qualificada ao corpo que sofre e luta.
Além da medicina curativa (para tratar o corpo das
doenças já adquiridas), existe também a medicina preventiva (para proteger o
corpo das doenças).
Apesar dos esforços dos profissionais da área da saúde
para amenizar essa situação, os medicamentos produzem no corpo efeitos
colaterais, tanto na modalidade curativa quanto na preventiva. A pressão
arterial pode ser afetada, o nível de açúcar no sangue pode variar, alergias
podem surgir etc. Os efeitos colaterais costumam ser mínimos, mas, em casos
mais graves, os laboratórios aconselham a suspender imediatamente o tratamento
e buscar um médico.
Há casos que, apesar dos fortes efeitos colaterais, é
recomendável seguir o tratamento pois, do contrário, existe real risco de
morte. Seria um mal menor para evitar um mal maior.
O ideal - sempre que possível - é deixar que o corpo
se auto-regule, sem a necessidade de consumir medicamentos (um processo
incômodo, que costuma levar alguns dias com sensações físicas desagradáveis).
Entretanto, quando o corpo está indefeso ou
fragilizado, apesar dos efeitos colaterais dos medicamentos, convém
utilizá-los.
Há algumas doenças graves e gravíssimas - que
comprovadamente levam à morte e são altamente contagiosas e epidêmicas - que
devem e precisam ser evitadas a todo custo.
Para tanto, são fabricadas as vacinas, cujo objetivo é
estimular o corpo a se defender introduzindo nele doses mínimas de vírus -
produzidas em laboratório sob controle estrito de profissionais e seguindo
normas e tratados internacionais.
Graças às vacinas, doenças perigosas como
poliomielite, sarampo e rubéola foram controladas, e muitas crianças não se
contagiaram.
Na atualidade, há pessoas e instituições tentando
convencer as pessoas e as famílias a não se vacinarem, invocando diferentes
teorias da conspiração. Por exemplo: supostamente alguns países desenvolvidos
adicionam nas vacinas utilizadas nos países subdesenvolvidos substâncias que
provocam esterilidade ou mesmo diversos tipos de câncer a fim de controlar a
taxa de natalidade e dizimar as populações mais pobres.
Claro que o ser humano é livre para decidir, e é
preciso respeitar a liberdade dos pais e a sua autoridade sobre os filhos. Mas
recomendamos insistentemente que as crianças, os doentes e os idosos exerçam o
seu direito de serem vacinados gratuitamente, a fim de evitar epidemias de
doenças.

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