quinta-feira, 4 de julho de 2019

Vacinação

O corpo é a exteriorização do nosso interior, e é a maneira pela qual nos relacionamos com as demais pessoas e com o mundo. Em vez de falar “tenho um corpo”, deveríamos dizer “sou um corpo”. Cuidar do nosso corpo, conservá-lo saudável e limpo, protegê-lo de ameaças é sinal de auto-estima, de amor próprio.

Infelizmente, por razões diversas, o corpo acaba padecendo de doenças, algumas adquiridas por negligência pessoal e outras por circunstâncias externas, como epidemias e mudanças climáticas bruscas.

Graças à sua impressionante capacidade de auto-regulação, geralmente o corpo consegue sozinho vencer as ameaças internas sem maiores dificuldades ou conseqüências.

Mas existem situações em que o corpo está tão indefeso - por exemplo, nos primeiros meses de vida, e na velhice - que ele depende de ajuda para vencer algumas doenças ou limitações.

A medicina se apresenta como conjunto de ciências da saúde que - graças ao conhecimento dos seus profissionais, aos seus equipamentos de análise, à manipulação de elementos químicos - oferece uma ajuda qualificada ao corpo que sofre e luta.

Além da medicina curativa (para tratar o corpo das doenças já adquiridas), existe também a medicina preventiva (para proteger o corpo das doenças).

Apesar dos esforços dos profissionais da área da saúde para amenizar essa situação, os medicamentos produzem no corpo efeitos colaterais, tanto na modalidade curativa quanto na preventiva. A pressão arterial pode ser afetada, o nível de açúcar no sangue pode variar, alergias podem surgir etc. Os efeitos colaterais costumam ser mínimos, mas, em casos mais graves, os laboratórios aconselham a suspender imediatamente o tratamento e buscar um médico.

Há casos que, apesar dos fortes efeitos colaterais, é recomendável seguir o tratamento pois, do contrário, existe real risco de morte. Seria um mal menor para evitar um mal maior.

O ideal - sempre que possível - é deixar que o corpo se auto-regule, sem a necessidade de consumir medicamentos (um processo incômodo, que costuma levar alguns dias com sensações físicas desagradáveis).

Entretanto, quando o corpo está indefeso ou fragilizado, apesar dos efeitos colaterais dos medicamentos, convém utilizá-los.

Há algumas doenças graves e gravíssimas - que comprovadamente levam à morte e são altamente contagiosas e epidêmicas - que devem e precisam ser evitadas a todo custo.

Para tanto, são fabricadas as vacinas, cujo objetivo é estimular o corpo a se defender introduzindo nele doses mínimas de vírus - produzidas em laboratório sob controle estrito de profissionais e seguindo normas e tratados internacionais.

Graças às vacinas, doenças perigosas como poliomielite, sarampo e rubéola foram controladas, e muitas crianças não se contagiaram.

Na atualidade, há pessoas e instituições tentando convencer as pessoas e as famílias a não se vacinarem, invocando diferentes teorias da conspiração. Por exemplo: supostamente alguns países desenvolvidos adicionam nas vacinas utilizadas nos países subdesenvolvidos substâncias que provocam esterilidade ou mesmo diversos tipos de câncer a fim de controlar a taxa de natalidade e dizimar as populações mais pobres.

Claro que o ser humano é livre para decidir, e é preciso respeitar a liberdade dos pais e a sua autoridade sobre os filhos. Mas recomendamos insistentemente que as crianças, os doentes e os idosos exerçam o seu direito de serem vacinados gratuitamente, a fim de evitar epidemias de doenças.

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