Os filhos são uma bênção de Deus para um casal; eles
são o fruto do seu amor, o amparo para a mãe e para o pai na doença e na
velhice. Novas filhas e filhos de Deus passam a existir através da colaboração
direta das mulheres e homens, que põem em prática a missão de crescer e se
multiplicar, dominando a criação para melhor servir ao Criador.
A sexualidade é um dom precioso de Deus, e a
fecundidade é uma graça imensa. Uma mulher ou homem estéril, no impedimento de
gerar novas vidas de um modo natural, sofre muito e se angustia, considerando a
esterilidade uma maldição, um castigo.
Ao decidirem chamar à vida um novo ser humano, a mãe e
o pai se comprometem a cuidar bem do fruto das suas entranhas, desde a
gestação, a vida intra-uterina, colocando à sua disposição toda a sua capacidade
de amar e proteger e também todos os recursos materiais e financeiros, a fim de
que possa crescer de modo integral e alcançar a sua plenitude como ser humano.
Além de lhe transmitirem bons valores e costumes, a
mãe e o pai cristãos católicos também assumiram o compromisso da educação do
filho conforme a fé da Igreja, a fim de que chegue a conhecer, amar e servir a
Deus, vivendo em comunidade e ajudando o Reino de Deus a crescer no mundo pela
força do amor.
As mulheres e homens, diferentes dos demais seres
vivos, têm a capacidade de pensar, de se organizar, de conhecer a relação entre
causa e efeito; eles têm também a liberdade, o livre arbítrio, não estão
fatalmente submetidos à ditadura dos instintos.
Os animais, por exemplo, quando se encontram
sexualmente férteis, cedem com facilidade aos desejos do corpo, entregando-se
sem reservas ao sexo. E a conseqüência mais comum é a fecundação da fêmea pelo
macho e a posterior gestação de filhotes, culminando no seu nascimento. Os
machos facilmente abandonam os seus filhotes, enquanto as fêmeas
instintivamente lhes alimentam e protegem, até que possam sobreviver sozinhos.
A fim de exercerem a maternidade e a paternidade de
modo responsável, o casal deve planejar a quantidade de filhos que desejam
trazer ao mundo. Num passado não muito distante, as mães e pais - sem muita
consciência do que estavam fazendo - geravam uma grande quantidade de filhos,
muitas vezes deixando de lhes oferecer o amor, a educação e os cuidados
necessários. A própria importância da mulher era restrita à geração e educação
dos filhos e ao cuidado da casa, e o sexo era pensado única e exclusivamente
para a procriação.
Hoje os tempos são outros: as mulheres e os homens
buscam ter menos filhos para poder lhes dar melhores condições de vida; as
mulheres estudam e trabalham para se realizarem profissionalmente e contribuir
na economia da família; compreende-se que o sexo favorece o amor do casal e
gera saúde para o corpo e para a mente.
A respeito da quantidade de filhos, na atualidade se
fala de dois a três filhos. Um é pouco, pensando tanto nos pais quanto no
filho. Acima de três é complicado para a vida profissional do casal e também
para a economia familiar.
Claro que, em caso de uma gravidez fora do
planejamento, a mãe e o pai obrigatoriamente devem acolher e criar o filho que
conceberam.
Para planejar a gravidez, o casal deve recorrer a
métodos naturais, conforme ensinado pela Igreja, sem utilizar meios
artificiais, como o preservativo masculino ou feminino, a laqueadura, a vasectomia,
substâncias abortivas etc.
O argumento de que os filhos são enviados por Deus e
que as mães e pais devem acolhê-los não se sustenta, pois estaria negando a
liberdade da mulher e do homem, bem como a sua capacidade de pensar e de se
organizar.

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