terça-feira, 2 de julho de 2019

Quantos filhos?

Os filhos são uma bênção de Deus para um casal; eles são o fruto do seu amor, o amparo para a mãe e para o pai na doença e na velhice. Novas filhas e filhos de Deus passam a existir através da colaboração direta das mulheres e homens, que põem em prática a missão de crescer e se multiplicar, dominando a criação para melhor servir ao Criador.

A sexualidade é um dom precioso de Deus, e a fecundidade é uma graça imensa. Uma mulher ou homem estéril, no impedimento de gerar novas vidas de um modo natural, sofre muito e se angustia, considerando a esterilidade uma maldição, um castigo.

Ao decidirem chamar à vida um novo ser humano, a mãe e o pai se comprometem a cuidar bem do fruto das suas entranhas, desde a gestação, a vida intra-uterina, colocando à sua disposição toda a sua capacidade de amar e proteger e também todos os recursos materiais e financeiros, a fim de que possa crescer de modo integral e alcançar a sua plenitude como ser humano.

Além de lhe transmitirem bons valores e costumes, a mãe e o pai cristãos católicos também assumiram o compromisso da educação do filho conforme a fé da Igreja, a fim de que chegue a conhecer, amar e servir a Deus, vivendo em comunidade e ajudando o Reino de Deus a crescer no mundo pela força do amor.

As mulheres e homens, diferentes dos demais seres vivos, têm a capacidade de pensar, de se organizar, de conhecer a relação entre causa e efeito; eles têm também a liberdade, o livre arbítrio, não estão fatalmente submetidos à ditadura dos instintos.

Os animais, por exemplo, quando se encontram sexualmente férteis, cedem com facilidade aos desejos do corpo, entregando-se sem reservas ao sexo. E a conseqüência mais comum é a fecundação da fêmea pelo macho e a posterior gestação de filhotes, culminando no seu nascimento. Os machos facilmente abandonam os seus filhotes, enquanto as fêmeas instintivamente lhes alimentam e protegem, até que possam sobreviver sozinhos.

A fim de exercerem a maternidade e a paternidade de modo responsável, o casal deve planejar a quantidade de filhos que desejam trazer ao mundo. Num passado não muito distante, as mães e pais - sem muita consciência do que estavam fazendo - geravam uma grande quantidade de filhos, muitas vezes deixando de lhes oferecer o amor, a educação e os cuidados necessários. A própria importância da mulher era restrita à geração e educação dos filhos e ao cuidado da casa, e o sexo era pensado única e exclusivamente para a procriação.

Hoje os tempos são outros: as mulheres e os homens buscam ter menos filhos para poder lhes dar melhores condições de vida; as mulheres estudam e trabalham para se realizarem profissionalmente e contribuir na economia da família; compreende-se que o sexo favorece o amor do casal e gera saúde para o corpo e para a mente.

A respeito da quantidade de filhos, na atualidade se fala de dois a três filhos. Um é pouco, pensando tanto nos pais quanto no filho. Acima de três é complicado para a vida profissional do casal e também para a economia familiar.

Claro que, em caso de uma gravidez fora do planejamento, a mãe e o pai obrigatoriamente devem acolher e criar o filho que conceberam.

Para planejar a gravidez, o casal deve recorrer a métodos naturais, conforme ensinado pela Igreja, sem utilizar meios artificiais, como o preservativo masculino ou feminino, a laqueadura, a vasectomia, substâncias abortivas etc.

O argumento de que os filhos são enviados por Deus e que as mães e pais devem acolhê-los não se sustenta, pois estaria negando a liberdade da mulher e do homem, bem como a sua capacidade de pensar e de se organizar.


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