A necessária convivência entre as pessoas requer que
sejam respeitadas algumas normas mínimas. O cumprimento ou não de tais regras
reflete na qualidade desta convivência social. O que inicia na privacidade do
lar junto à família em seguida se projeta nos relacionamentos afetivos, na vida
profissional e também na vida fraterna em comunidade.
Parte das normas de convivência se refere à higiene
pessoal, ao saudável cuidado e apresentação do corpo que, se por um lado tem
uma dimensão estética, tem igualmente um aspecto de prevenção de doenças, além
- é evidente - de estimular e fortalecer a sociabilidade e os vínculos
afetivos.
A principal etapa para estimular os hábitos de higiene
pessoal é a infância, quando a criança está mais dócil para acolher dos pais
nas casas e dos educadores nas escolas os cuidados a serem dispensados ao corpo
(boca, mãos, cabelos, axilas, pés, órgãos genitais etc), bem como as técnicas
mais efetivas, com melhores resultados, utilizando os produtos de higiene
(creme e escova dentais, sabonetes, xampus, escova e pente, desodorantes e
perfumes, talcos, absorventes íntimos etc).
Pais e educadores sabem que, após a infância, de
tempos em tempos, é sempre importante reforçar os estímulos para os hábitos de
higiene, especialmente na adolescência, durante a puberdade, quando os
hormônios transformam os corpos e requerem novos cuidados.
É verdade: falar sobre higiene pessoal é sempre
incômodo e desconfortável, mas é a função dos pais e educadores, como também
dos familiares, amigos mais próximos e namorada, namorado, esposa, esposo.
É muito comum que uma pessoa com maus odores nem
perceba a situação, já que o nariz se acostuma ao cheiro e o olfato não se
incomode. Por isso é importante que as pessoas próximas, por amor e com
carinho, avisem sobre o que está ocorrendo.
De fato, quem cuida bem do próprio corpo e da
aparência está demonstrando a sua auto-estima, saudável amor por si mesmo, e
também o carinho e respeito que tem pelos demais, apresentando a melhor versão
de si próprio.
Os familiares, os amigos, os companheiros de estudos e
de trabalho, a namorada, o namorado, a esposa, o esposo, os filhos, os clientes
e patrões, os irmãos de comunidade, não são obrigados a aceitar passivamente
situações incômodas e constrangedoras geradas pela ausência de higiene pessoal.
Em casos extremos, maus odores podem ser produzidos
por disfunções orgânicas ou por doenças, que devem ser tratadas clinicamente
com a administração de medicamentos, sob orientação médica profissional.

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