O sacramento da Reconciliação - também chamado de
Penitência ou Confissão - é o principal acesso à misericórdia de Deus para
obter o perdão dos pecados, recuperar a Graça divina e de receber a força
espiritual para avançar no caminho da santidade. Além do sacramento da
Reconciliação, podemos verdadeira e eficazmente acessar a misericórdia de Deus
através do Ato Penitencial, no sacramento da Eucaristia, e também no exame de
consciência acompanhado do sincero pedido de perdão na oração pessoal diária.
Alcança-se a misericórdia de Deus por estes meios sempre que se trate de faltas
leves - ou pecados veniais.
Afirmar que se obtém a absolvição dos pecados
unicamente por intermédio de um representante direto de Jesus Cristo é um ponto
de divergência entre católicos e não católicos, entre cristãos e não cristãos.
Enquanto os cristãos católicos, apoiados em textos
sagrados como “Aqueles a quem perdoarem os pecados vão lhes ser perdoados; aqueles
aos quais retiverem vão lhes ser retidos” (João 20, 23), afirmam que os
sucessores dos apóstolos - ou seja, os atuais bispos e presbíteros - são os
únicos empoderados por Jesus Cristo para absolver os pecados em Nome d’Ele, os
cristãos não católicos e os não cristãos afirmam que se obtém a absolvição dos
pecados sem a necessidade do sacramento da Reconciliação.
Para defender a sua Tradição a respeito da forma de
acessar a misericórdia de Deus, muitas vezes os católicos não valorizam
suficientemente o Ato Penitencial, no sacramento da Eucaristia, nem o exame de
consciência acompanhado do sincero pedido de perdão na oração pessoal diária.
Costumam buscar o sacramento da Reconciliação repetidas vezes para receber a
absolvição das faltas leves ou pecados veniais, o que não é obrigatório nem
recomendável.
Faltar numa missa dominical casualmente não é o mesmo
que deixar de participar freqüentemente; enquanto, no primeiro caso, trata-se
de uma falta leve, tranquilamente absolvida no Ato Penitencial, no sacramento
da Eucaristia, ou no exame de consciência acompanhado do sincero pedido de
perdão na oração pessoal diária (sem a obrigatoriedade sacramental por
intermédio de um representante direto de Jesus Cristo), no segundo caso se
trata de uma falta grave ou pecado mortal que, aí sim, necessariamente requer o
sacramento da Reconciliação através de um bispo ou presbítero.
Todo cristão católico suficientemente evangelizado
deve saber que a Eucaristia dominical (ou no sábado a partir das 18 horas) é a
mais perfeita forma de cumprir a Vontade de Deus tal qual está expressa no
terceiro mandamento do decálogo “Guardarás o sábado”, que os cristãos
transformaram em “Guardarás os domingos e festas de guarda”, confirmado pelo
primeiro preceito da Igreja Católica “Participar da missa nos domingos e festas
de guarda”. O domingo tem tal dignidade porque foi neste dia que Jesus
ressuscitou dos mortos.
Faltar numa Eucaristia dominical significa deixar de
receber o Pão e o Vinho consagrados, deixar de ouvir a Palavra de Deus, deixar
de se reunir com a comunidade (Corpo Místico de Cristo), deixar de receber o
perdão divino, deixar de louvar a Santíssima Trindade, deixar de interceder
pelas autoridades da Igreja e da sociedade, pelos pobres e necessitados, pelos
doentes e afligidos etc. Um domingo sem missa é uma semana sem Graça.
Vale recordar que uma celebração da Palavra com a
distribuição da Eucaristia presidida por um diácono ou ministro da Palavra não
é o mesmo que participar de uma missa presidida por um bispo ou presbítero.
Somente quando não for possível participar da missa por razões pastorais
(insuficiência de presbíteros), opte-se pela celebração da Palavra.
Em caso de doença ou idade avançada, o fiel pode ser
dispensado da missa dominical, recebendo em casa a Hóstia Consagrada através de
um ministro extraordinário da Comunhão Eucarística, acompanhando a missa
dominical através dos meios de comunicação (rádio, televisão, Internet).
Fiéis que assistem pessoas doentes ou idosas nos
hospitais ou nas casas também estão dispensados da missa dominical, já que a
sua Eucaristia está sendo vivida no cuidado ao Cristo que se identifica com os
fragilizados. Também eles devem acompanhar a missa dominical pelos meios de
comunicação.

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