sexta-feira, 7 de junho de 2019

Faltar à missa dominical

O sacramento da Reconciliação - também chamado de Penitência ou Confissão - é o principal acesso à misericórdia de Deus para obter o perdão dos pecados, recuperar a Graça divina e de receber a força espiritual para avançar no caminho da santidade. Além do sacramento da Reconciliação, podemos verdadeira e eficazmente acessar a misericórdia de Deus através do Ato Penitencial, no sacramento da Eucaristia, e também no exame de consciência acompanhado do sincero pedido de perdão na oração pessoal diária. Alcança-se a misericórdia de Deus por estes meios sempre que se trate de faltas leves - ou pecados veniais.

Afirmar que se obtém a absolvição dos pecados unicamente por intermédio de um representante direto de Jesus Cristo é um ponto de divergência entre católicos e não católicos, entre cristãos e não cristãos.

Enquanto os cristãos católicos, apoiados em textos sagrados como “Aqueles a quem perdoarem os pecados vão lhes ser perdoados; aqueles aos quais retiverem vão lhes ser retidos” (João 20, 23), afirmam que os sucessores dos apóstolos - ou seja, os atuais bispos e presbíteros - são os únicos empoderados por Jesus Cristo para absolver os pecados em Nome d’Ele, os cristãos não católicos e os não cristãos afirmam que se obtém a absolvição dos pecados sem a necessidade do sacramento da Reconciliação.

Para defender a sua Tradição a respeito da forma de acessar a misericórdia de Deus, muitas vezes os católicos não valorizam suficientemente o Ato Penitencial, no sacramento da Eucaristia, nem o exame de consciência acompanhado do sincero pedido de perdão na oração pessoal diária. Costumam buscar o sacramento da Reconciliação repetidas vezes para receber a absolvição das faltas leves ou pecados veniais, o que não é obrigatório nem recomendável.

Faltar numa missa dominical casualmente não é o mesmo que deixar de participar freqüentemente; enquanto, no primeiro caso, trata-se de uma falta leve, tranquilamente absolvida no Ato Penitencial, no sacramento da Eucaristia, ou no exame de consciência acompanhado do sincero pedido de perdão na oração pessoal diária (sem a obrigatoriedade sacramental por intermédio de um representante direto de Jesus Cristo), no segundo caso se trata de uma falta grave ou pecado mortal que, aí sim, necessariamente requer o sacramento da Reconciliação através de um bispo ou presbítero.

Todo cristão católico suficientemente evangelizado deve saber que a Eucaristia dominical (ou no sábado a partir das 18 horas) é a mais perfeita forma de cumprir a Vontade de Deus tal qual está expressa no terceiro mandamento do decálogo “Guardarás o sábado”, que os cristãos transformaram em “Guardarás os domingos e festas de guarda”, confirmado pelo primeiro preceito da Igreja Católica “Participar da missa nos domingos e festas de guarda”. O domingo tem tal dignidade porque foi neste dia que Jesus ressuscitou dos mortos.

Faltar numa Eucaristia dominical significa deixar de receber o Pão e o Vinho consagrados, deixar de ouvir a Palavra de Deus, deixar de se reunir com a comunidade (Corpo Místico de Cristo), deixar de receber o perdão divino, deixar de louvar a Santíssima Trindade, deixar de interceder pelas autoridades da Igreja e da sociedade, pelos pobres e necessitados, pelos doentes e afligidos etc. Um domingo sem missa é uma semana sem Graça.

Vale recordar que uma celebração da Palavra com a distribuição da Eucaristia presidida por um diácono ou ministro da Palavra não é o mesmo que participar de uma missa presidida por um bispo ou presbítero. Somente quando não for possível participar da missa por razões pastorais (insuficiência de presbíteros), opte-se pela celebração da Palavra.

Em caso de doença ou idade avançada, o fiel pode ser dispensado da missa dominical, recebendo em casa a Hóstia Consagrada através de um ministro extraordinário da Comunhão Eucarística, acompanhando a missa dominical através dos meios de comunicação (rádio, televisão, Internet).

Fiéis que assistem pessoas doentes ou idosas nos hospitais ou nas casas também estão dispensados da missa dominical, já que a sua Eucaristia está sendo vivida no cuidado ao Cristo que se identifica com os fragilizados. Também eles devem acompanhar a missa dominical pelos meios de comunicação.

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