sexta-feira, 21 de junho de 2019

Enfermos e idosos

É verdade: Jesus realizou muitas curas físicas durante a Sua existência mortal. Cegos recuperaram a vista, surdos a audição, mudos a fala; paralíticos voltaram a caminhar; pessoas com febre e com convulsão tiveram a sua saúde restaurada pela fé no poder curativo do Filho de Deus feito Homem. Uma mulher foi curada de hemorragia. Também os apóstolos foram instrumentos da cura para o corpo ao despertar nas pessoas a fé em Jesus, ora ungindo-as com o óleo abençoado, ora impondo-lhes as mãos.

Os evangelhos narram mais: o Filho de Deus feito Homem chegou a trazer de volta à vida mortal ao menos três pessoas: a filhinha de Jairo (chefe de uma sinagoga), um jovem da cidade de Naim e o Seu amigo Lázaro (irmão de Marta e Maria).

Nós cristãos temos o dever de apresentar Jesus como Médico dos médicos, como saúde dos doentes, como Senhor da Vida. Especialmente os doentes e os idosos, como também os seus familiares, têm o direito de conhecer o poder do Filho de Deus feito Homem e de recorrer a Ele com toda fé e esperança, particularmente pela Unção dos Enfermos, que é o sacramento reservado a eles de um modo especial - melhor ainda quando acompanhados dos sacramentos da Reconciliação e da Eucaristia.

Os anjos e as santas e santos nos Céus também têm sido intercessores eficazes junto a Deus para que muitos milagres sejam realizados e a saúde física seja restabelecida. De fato, os valiosíssimos conhecimentos científicos da Medicina muitas vezes se revelam insuficientes para compreender as doenças e para restabelecer a saúde do corpo. E ação poderosa de Deus mediante a fé - tanto a do doente ou do idoso quanto a dos seus familiares - tem deixado a muitos médicos e enfermeiros profundamente espantados e maravilhados.

Entretanto, a existência mortal tem o seu ciclo natural: nascimento, crescimento, reprodução, envelhecimento e morte. É preciso recordar aos doentes e idosos e aos seus familiares essa verdade tão angustiante quanto real. Deve ser feito tudo o que estiver ao alcance para que a saúde e a vida se mantenham, sem lugar a dúvidas. Mas chega um momento que a passagem da existência mortal à imortal é inevitável. De fato, este mundo não é a nossa pátria definitiva, estamos todos peregrinando rumo a Deus. Ele nos enviou a esse mundo para cumprir uma missão, e quando Ele - no mistério do Seu desígnio divino - decide que essa missão foi cumprida, pela morte natural passamos à Vida eterna - não pelos nossos méritos (já que não os possuímos), mas pelo Sangue redentor de Cristo derramado na Cruz, pela Sua morte e ressurreição.

Na eternidade feliz junto a Deus, aos anjos, às santas e santos, e à multidão dos reconciliados estaremos em comunhão de amor com as mulheres e homens de todos os tempos e lugares, na alegria sem fim, no merecido descanso.

Essa mensagem também precisa ser anunciada aos doentes e idosos e aos seus familiares, pois ela conforta o coração que sofre, sem permitir que o poder da morte se agigante e pareça intransponível.

Chegue a todos os ouvidos e corações a Boa Notícia de Jesus Cristo sobre a saúde do corpo e sobre a vida após a morte, especialmente aos doentes e idosos à beira da morte e aos seus familiares. O silêncio respeitoso e as orações devocionais são sumamente importantes, mas não substituem o anúncio direto e aberto da esperança cristã, que desperta a fé e consola o coração.

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