É verdade: Jesus realizou muitas curas físicas durante
a Sua existência mortal. Cegos recuperaram a vista, surdos a audição, mudos a
fala; paralíticos voltaram a caminhar; pessoas com febre e com convulsão
tiveram a sua saúde restaurada pela fé no poder curativo do Filho de Deus feito
Homem. Uma mulher foi curada de hemorragia. Também os apóstolos foram
instrumentos da cura para o corpo ao despertar nas pessoas a fé em Jesus, ora
ungindo-as com o óleo abençoado, ora impondo-lhes as mãos.
Os evangelhos narram mais: o Filho de Deus feito Homem
chegou a trazer de volta à vida mortal ao menos três pessoas: a filhinha de
Jairo (chefe de uma sinagoga), um jovem da cidade de Naim e o Seu amigo Lázaro
(irmão de Marta e Maria).
Nós cristãos temos o dever de apresentar Jesus como
Médico dos médicos, como saúde dos doentes, como Senhor da Vida. Especialmente
os doentes e os idosos, como também os seus familiares, têm o direito de
conhecer o poder do Filho de Deus feito Homem e de recorrer a Ele com toda fé e
esperança, particularmente pela Unção dos Enfermos, que é o sacramento
reservado a eles de um modo especial - melhor ainda quando acompanhados dos
sacramentos da Reconciliação e da Eucaristia.
Os anjos e as santas e santos nos Céus também têm sido
intercessores eficazes junto a Deus para que muitos milagres sejam realizados e
a saúde física seja restabelecida. De fato, os valiosíssimos conhecimentos
científicos da Medicina muitas vezes se revelam insuficientes para compreender
as doenças e para restabelecer a saúde do corpo. E ação poderosa de Deus
mediante a fé - tanto a do doente ou do idoso quanto a dos seus familiares -
tem deixado a muitos médicos e enfermeiros profundamente espantados e
maravilhados.
Entretanto, a existência mortal tem o seu ciclo
natural: nascimento, crescimento, reprodução, envelhecimento e morte. É preciso
recordar aos doentes e idosos e aos seus familiares essa verdade tão
angustiante quanto real. Deve ser feito tudo o que estiver ao alcance para que
a saúde e a vida se mantenham, sem lugar a dúvidas. Mas chega um momento que a
passagem da existência mortal à imortal é inevitável. De fato, este mundo não é
a nossa pátria definitiva, estamos todos peregrinando rumo a Deus. Ele nos
enviou a esse mundo para cumprir uma missão, e quando Ele - no mistério do Seu
desígnio divino - decide que essa missão foi cumprida, pela morte natural
passamos à Vida eterna - não pelos nossos méritos (já que não os possuímos),
mas pelo Sangue redentor de Cristo derramado na Cruz, pela Sua morte e
ressurreição.
Na eternidade feliz junto a Deus, aos anjos, às santas
e santos, e à multidão dos reconciliados estaremos em comunhão de amor com as
mulheres e homens de todos os tempos e lugares, na alegria sem fim, no merecido
descanso.
Essa mensagem também precisa ser anunciada aos doentes
e idosos e aos seus familiares, pois ela conforta o coração que sofre, sem
permitir que o poder da morte se agigante e pareça intransponível.
Chegue a todos os ouvidos e corações a Boa Notícia de Jesus
Cristo sobre a saúde do corpo e sobre a vida após a morte, especialmente aos
doentes e idosos à beira da morte e aos seus familiares. O silêncio respeitoso
e as orações devocionais são sumamente importantes, mas não substituem o
anúncio direto e aberto da esperança cristã, que desperta a fé e consola o
coração.

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