Ainda que muitos acreditem que os “Illuminati” continuam
existindo na atualidade e que formam um grupo de intelectuais, políticos e
artistas de várias nacionalidades que é responsável pelos mais importantes
acontecimentos sociais e que está tratando de impor uma “Nova Ordem Mundial”, a
realidade é que isso não tem fundamento histórico e não passa de uma famosa
“teoria da conspiração”.
“Illuminati” vem do latim e significa “os iluminados”.
Historicamente os “Illuminati” surgiram no sul da Alemanha, no final do século
XVIII. O seu fundador foi Adam Weishaupt, um professor de Direito Canônico e de
Filosofia Prática da Universidade de Ingolstadt, bastante influenciado pelo
Iluminismo alemão - uma corrente filosófica e cultural que pretendia acabar com
a escuridão da ignorância e superstição acendendo a luz das ciências e da
racionalidade.
Durante a sua curta existência histórica (1776 a
1784), os “Illuminati” atraíram vários pensadores, políticos e artistas e
rapidamente se espalharam pela Alemanha, Áustria, Hungria, Suíça, França,
Itália e outras partes da Europa.
O objetivo dos “Illuminati” era colocar fim às
maquinações dos perpetradores da injustiça, controlando-os sem dominá-los.
Lutavam contra as superstições e o obscurantismo, opondo-se contra a influência
religiosa da Igreja Católica sobre a vida pública e também contra os abusos do
poder do estado. Para alcançar tal objetivo, os “Illuminati” chegaram a se
misturar com a Maçonaria, inclusive atraindo a vários de seus membros.
Através de um edito de um soberano do sul da Alemanha,
foram proibidas de se reunir todas as sociedades secretas, incluídas a
Maçonaria e os “Illuminati”. A Igreja Católica apoiou essa proibição em diversas
ocasiões.
Por ter alcançado grande repercussão, na atualidade há
alguns grupos que se identificam com os ideais dos “Illuminati”, assumindo
alguns dos seus símbolos. Conscientes do fascínio e da curiosidade que as
“teorias da conspiração” despertam nas pessoas, muitos artistas têm adicionado
elementos simbólicos dos “Illuminati” nos seus livros, filmes, músicas,
pinturas, esculturas etc. Um famoso exemplo é a obra “O código Da Vinci” - um
filme baseado no livro homônimo do escritor norte-americano Dan Brown,
publicado em 2003.
As pessoas que acreditam nestas “teorias da
conspiração” - e as propagam - afirmam que importantes acontecimentos (como as
duas grandes Guerras Mundiais e o atentado às torres gêmeas do World Trade
Center, em setembro de 2001) e personagens (como o ex-presidente dos Estados
Unidos Barak Obama e o atual papa Francisco) do cenário social, político,
econômico e até religioso estão vinculados aos “Illuminati”, a fim de impor a
tal “Nova Ordem Mundial”.
A vida real não é ficção, e os eventos globais, ainda
que se influenciem mutuamente, são mais complexos do que se possa imaginar.
Explicações simplistas motivadas por fanatismos religiosos em nada contribuem
para a autêntica transformação da humanidade e do mundo segundo os valores do
Reino de Deus apresentados por Jesus Cristo e assumidos pela Igreja, na força
do Espírito Santo. Não convém desperdiçar tempo com algo inútil e sem
fundamento.

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