“Catequese” é o anúncio da Pessoa e dos ensinamentos
de Jesus Cristo através de palavras e de vivências religiosas a fim de
despertar e fazer crescer a fé das crianças, adolescentes, jovens e adultos,
geralmente em preparação aos sacramentos da Eucaristia e Confirmação.
Infelizmente a Catequese nem sempre alcançou os seus
tão nobres propósitos. Apesar dos esforços dos pais, dos catequistas e dos
sacerdotes, depois de receberem os sacramentos da Eucaristia e da Confirmação,
a maioria das crianças, adolescentes, jovens e adultos já não guardava os
domingos e festas, não se confessava uma vez ao ano nem comungava ao menos pela
Páscoa da ressurreição, indo à Igreja muito esporadicamente quando precisavam
do sacramento do Matrimônio ou do Batismo para os filhos.
A oração pessoal e comunitária e o compromisso com a
Igreja e com os mais necessitados eram esquecidos, sem contar os casos de
desonestidade, violência e promiscuidade envolvendo pessoas que se declaravam
católicas não praticantes.
Aquele modelo de Catequese era muito similar ao
adotado pelas escolas e colégios, com períodos para matrículas, com etapas
determinadas conforme a idade, com tempo pré-definido para início e término,
geralmente concluindo no final do ano com uma celebração bastante parecida a
uma formatura. Os catequistas inclusive eram chamados de “professores”, os
catequizandos de “alunos” e os encontros de Catequese de “classes”.
É difícil de admitir, mas os resultados nos obrigam a
afirmar que esse modelo de Catequese não funcionou. E não adiante insistir numa
estratégia que não mostra efeitos.
Pensando seriamente nesta realidade, muitas dioceses e
paróquias - com os seus ministros ordenados e não ordenados - têm proposto
novos modelos de Catequese que, sem desprezar as técnicas utilizadas nas
escolas e colégios, inspiram-se mais nas experiências das comunidades cristãs
dos primeiros séculos do Cristianismo.
Sem dar tanta importância ao tempo, à duração da
Catequese, as primeiras comunidades cristãs estavam mais preocupadas em
anunciar fielmente a Pessoa e os ensinamentos de Jesus Cristo, através de
momentos fortes de espiritualidade - sustentados na Palavra de Deus e nos
principais símbolos do Cristianismo - e do compromisso com a Igreja e com os
mais pobres.
É verdade: a Catequese dura toda a vida, independente
da preparação aos sacramentos. Mas também é verdade que a Catequese inicial,
tendo estabelecido os pontos centrais da fé (kerigma) a serem desenvolvidos,
uma vez transmitidos às crianças, adolescentes, jovens e adultos, dão-lhes
condições para receber da Igreja a Graça de Deus contida nos sacramentos.
Sem definir arbitrária e antecipadamente uma duração
para este novo modelo de Catequese, sugere-se que às crianças e adolescentes a
preparação para cada sacramento dure em média dois anos, enquanto os jovens e
adultos se preparem por um ano para cada sacramento. Este tempo eventualmente
poderia se encurtar ou prolongar dependendo do desenvolvimento de cada pessoa e
do seu compromisso com a Igreja e com os pobres.
Pede-se encarecidamente tanto às mães e pais quanto
aos catequizandos que tenham uma atitude de abertura ao novo modelo de
Catequese proposto pela Igreja, pois a sua motivação é bastante válida e visa
unicamente a qualidade da vivência da fé dos católicos de hoje e de amanhã, que
vai se refletir nas famílias e na sociedade em geral.

Nenhum comentário:
Postar um comentário