A religiosidade popular
é um tesouro que reúne diversas expressões da fé cristã católica vivida,
conservada e transmitida pelo povo simples e devoto às seguintes gerações. Se
expressa em orações, cantos, gestos, costumes, objetos, pinturas,
esculturas, procissões, poesias, lugares e tempos especiais. A
religiosidade popular muitas vezes chega onde o Cristianismo católico não
alcança chegar pelo número limitado de ministros ordenados (bispos, presbíteros
e diáconos), pelas distâncias geográficas. Apesar do esforço em preparar
liturgias criativas, dinâmicas e participativas, muitas pessoas preferem a
experiência da religiosidade popular, porque envolve as emoções, as
recordações, os cinco sentidos, a sensibilidade do povo. Os grandes
protagonistas são as pessoas idosas, com sua sabedoria e santidade reconhecidas
pelas gerações mais novas.
As possibilidades da religiosidade popular são muitas, por isso precisa ser
conhecida, valorizada e acompanhada pelos ministros ordenados. A religiosidade
popular é um excelente instrumento de evangelização, especialmente na etapa do
primeiro anúncio da fé no seio das famílias, na valorização dos cristãos leigos
e leigas, no respeito e diálogo entre as diversas gerações de fiéis e suas
experiências, costumes e tradições etc.
Os limites da religiosidade popular poderiam ser as superstições, o sincretismo
(confusão entre objetos e pensamentos de distintas religiões), o limitado
conhecimento e valorização da Sagrada Escritura, da Tradição e do Magistério da
Igreja, o isolamento em relação à paróquia e à diocese, redução da fé à
espiritualidade sem compromisso eclesial e social, o tradicionalismo que
dificulta a abertura às novas gerações e aos desafios da vida urbana e
pós-moderna etc.
segunda-feira, 2 de julho de 2018
Religiosidade popular
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