segunda-feira, 2 de julho de 2018

Religiosidade popular

A religiosidade popular é um tesouro que reúne diversas expressões da fé cristã católica vivida, conservada e transmitida pelo povo simples e devoto às seguintes gerações. Se expressa em orações, cantos, gestos, costumes, objetos, pinturas, esculturas, procissões, poesias, lugares e tempos especiais. A religiosidade popular muitas vezes chega onde o Cristianismo católico não alcança chegar pelo número limitado de ministros ordenados (bispos, presbíteros e diáconos), pelas distâncias geográficas. Apesar do esforço em preparar liturgias criativas, dinâmicas e participativas, muitas pessoas preferem a experiência da religiosidade popular, porque envolve as emoções, as recordações, os cinco sentidos, a sensibilidade do povo. Os grandes protagonistas são as pessoas idosas, com sua sabedoria e santidade reconhecidas pelas gerações mais novas.
As possibilidades da religiosidade popular são muitas, por isso precisa ser conhecida, valorizada e acompanhada pelos ministros ordenados. A religiosidade popular é um excelente instrumento de evangelização, especialmente na etapa do primeiro anúncio da fé no seio das famílias, na valorização dos cristãos leigos e leigas, no respeito e diálogo entre as diversas gerações de fiéis e suas experiências, costumes e tradições etc.
Os limites da religiosidade popular poderiam ser as superstições, o sincretismo (confusão entre objetos e pensamentos de distintas religiões), o limitado conhecimento e valorização da Sagrada Escritura, da Tradição e do Magistério da Igreja, o isolamento em relação à paróquia e à diocese, redução da fé à espiritualidade sem compromisso eclesial e social, o tradicionalismo que dificulta a abertura às novas gerações e aos desafios da vida urbana e pós-moderna etc.


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