quinta-feira, 28 de junho de 2018

Exéquias

A palavra “exéquias" (do latim, significa acompanhamento ou cortejo) se refere à celebração fúnebre do defunto até o seu sepultamento. A Igreja, como Mãe, acompanha o cristão no término da sua caminhada para entregá-lo nas mãos do Pai. A celebração das exéquias geralmente acontece numa casa ou salão de velório, no cemitério e na Igreja. Nessa celebração se anuncia a Palavra de Deus aos familiares, parentes, amigos e conhecidos do defunto, meditando sobre o sentido da morte para o cristão. O católico crê na “comunhão dos santos”, dos santificados pelo sacramento do Batismo. A morte não separa os vivos dos falecidos; a comunhão entre eles continua. Os falecidos estão em Deus e rezam pelos vivos; e vice-versa. A palavra “cemitério” (do grego, significa lugar de repouso, dormitório) expressa a esperança do cristão na ressurreição, do despertar após o descanso da morte. Na Igreja se celebra a Eucaristia de “corpo presente” e de “sétimo dia” - o momento forte das exéquias. Na Eucaristia se anuncia a morte de Jesus que ressuscitou, que vai ressuscitar o defunto e está presente no Pão e no Vinho consagrados, como semente de ressurreição. Assim, as exéquias são um momento de graça para que os cristãos renovem a sua fé e para proclamá-la. Devidamente preparados e autorizados pela Igreja, leigas e leigos, religiosas e religiosos ou ministros ordenados (bispos, presbíteros e diáconos) podem presidir a celebração das exéquias numa casa ou salão de velório e no cemitério. A Eucaristia de “corpo presente” e de “sétimo dia” só pode ser presidida por bispos e presbíteros.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

O Protestantismo e a Modernidade

O Protestantismo iniciou na Europa com Martinho Lutero (1483 a 1543) na Modernidade (século XV ao XVIII). A Idade Média se caracterizava com...