sexta-feira, 29 de junho de 2018

Estipêndio

O estipêndio é uma prática muito antiga na Igreja, segundo a qual um fiel doa a um sacerdote uma quantia em dinheiro - como uma esmola - pela celebração da Eucaristia. Ao aceitar tal quantia e aceitar o encargo, o sacerdote fica obrigado por justiça a oferecer uma Eucaristia pela intenção do doador, incluindo a oração pelos fiéis falecidos. O fundamento do estipêndio é inteiramente sacramental: o fiel que doa uma quantia em dinheiro pela Eucaristia que se celebra, associa-se mais intimamente a Jesus que se oferece a Si mesmo na Hóstia Consagrada. Vale lembrar que a esmola foi uma prática ensinada pelo próprio Jesus. Através dos estipêndios, os fiéis ajudam a sustentar a Igreja e os seus ministros. Para não confundir o estipêndio com a “simonia” (venda de sacramentos), o Vaticano promulgou um decreto chamado “Mos iugiter”, sobre os estipêndios na Eucaristia. Cada diocese define a quantia em dinheiro que um fiel doa ao sacerdote para que celebre a Eucaristia na intenção determinada. Contudo, se o doador quiser, a quantia pode superar o que foi definido pela sua diocese. Ainda existe a prática - especialmente nos países de antiga tradição cristã - de enviar estipêndios a sacerdotes que vivem em lugares ou países com recursos econômicos limitados, para ajudar a sustentar materialmente suas igrejas e seus ministros. Ao receber tais estipêndios, esses sacerdotes estão obrigados a oferecer a Eucaristia pela intenção do doador. Por dia, um sacerdote só pode oferecer uma Eucaristia por estipêndio recebido.

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