Há uma torcida, um apoio à protestantização da sociedade, sobretudo pelos donos de canais de televisão, rádio e Internet, e pelos banqueiros, empresários e políticos.
Supostamente tais torcedores e apoiadores se baseiam em dados oficiais de pesquisas, como o Senso Nacional, que indicam tendências sociais.
É preciso admitir que muitos protestantes são proprietários de meios de comunicação de massa, de bancos e de empresas, ou exercem funções públicas.
Há um desejo de que os valores e referências do protestantismo permeiem toda a sociedade, ditando o comportamento das pessoas, das famílias e dos grupos sociais.
As pesquisas nacionais apontam para a redução do número de católicos, que vão perdendo o impacto na sociedade e na cultura, onde anteriormente eram muito relevantes.
Neste avançado processo de protestantização da sociedade, busca-se substituir símbolos católicos arraigados no imaginário popular. Um exemplo disso é a renomeação da Festa Junina para Festa do Milho, negando a referência católica a Santo Antônio, São João Batista e São Pedro.
Investe-se em personagens protestantes em novelas, séries e livros, em cantores protestantes em programas artísticos. Aposta-se em roupas e acessórios com referências protestantes, como também em restaurantes, padarias, hotéis e pacotes turísticos voltados a este público alvo.
Mas os dados das pesquisas também revelam uma volta dos católicos afastados à Igreja, e muitos deles com um viés mais tradicional e conservador, que se identificam com vestes mais solenes, com o latim e com o canto gregoriano, e que rejeitam manifestações como aplausos e devoções populares.
Os dados também demonstram um afastamento dos protestantes de suas igrejas motivado por decepções com a alta hierarquia religiosa envolvida em escândalos econômicos e sexuais, e que também misturara perigosamente o Evangelho e a política.
A sociedade brasileira é muito complexa e é preciso harmonizar as diferenças para evitar o radicalismo religioso e para fortalecer um ambiente de respeito e tolerância, sem manipulações nem julgamentos.
A quem interessa a protestantização da sociedade?
Por que os católicos afastados têm voltado à Igreja? Por que eles optam pelo conservadorismo e tradicionalismo?
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