sábado, 15 de março de 2025

Geração perversa e adúltera

Os homens, criados à imagem e semelhança de Deus, rebelaram-se contra o seu Criador; redimidos pelo sangue de Cristo, eles rejeitaram a Cruz do Salvador; presenteados com o dom do Espírito, eles expulsaram do seu coração a Sabedoria e a Fortaleza.

Trocaram ao Deus verdadeiro pelos ídolos do momento. Assim, torna-se difícil conciliar a amizade com Deus e com os homens. Ser amigo de um é se indispor com o outro, e vice-versa.

Então é preciso tomar uma decisão: a quem vamos ouvir e seguir?

Jesus chamou os contemporâneos do seu país de "geração má e adúltera" (Mateus 12, 39; 16, 4).

Ele disse que Seus discípulos "estavam no mundo" (João 17, 11), mas que não "eram do mundo" e que, por isso, o "mundo os odiou" (João 11, 14).

Na atualidade, os homens negam a existência de Deus. Eles organizam a vida pessoal, familiar e social sem Deus, sem influência de nenhuma religião, para não privilegiar uma em detrimento das outras. Os religiosos são considerados supersticiosos e fanáticos, num contexto social cada vez mais científico e tecnológico.

Seus livros sagrados são classificados como antigos e irrelevantes, diante de recentes descobertas arqueológicas, astronômicas, filosóficas e psicológicas.

Deus é considerado uma projeção da mente humana, uma espécie de super homem, capaz de fazer tudo o que o homem deseja mas não consegue. Para muitos, Deus foi um recurso psicológico utilizado para intimidar os maus e manipular os ingênuos. Para eles, em nome de Deus foram travadas as guerras mais violentas, em que muitas vidas foram perdidas e a natureza devastada.

Com esta mentalidade, tudo o que tem a ver com Deus é rejeitado. E, quando Deus é excluído da humanidade, são os homens que determinam o que é certo ou errado, muitas vezes conforme os interesses dos grupos que detêm o poder político e econômico.

Por isso, acreditar em Deus, ser amigo de Deus, é andar na contramão da sociedade, é nadar contra a correnteza, é sofrer todo tipo de ataque, principalmente nestes tempos de redes sociais amplamente utilizadas.

É preciso cristãos maduros, conscientes e convictos, enraizados na mais sólida Tradição e Doutrina, que não se deixam abalar pelas críticas e perseguições, tão presentes na Igreja desde o primeiro século da era cristã.

Mas também é necessário reconhecer o progresso intelectual da humanidade e estimar o conhecimento acumulado, valorizando os pensadores que sabem conciliar a ciência autêntica com a fé genuína, nos inspirando nos grandes teólogos da Igreja.

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