“Uma terra que mana leite e mel” (Êxodo 33, 3) - eram as características da terra que o Senhor supostamente prometeu aos descendentes de Abraão, conhecida como Canaã, atualmente a região de Israel, Palestina, Jordânia e parte da Síria.
Não era um território vazio, mas habitado há tempos por diversos povos.
A terra seria dos descendentes de Abraão, mas eles teriam que conquistá-la; ela não lhes seria simplesmente dada.
Lutas violentas e sangrentas foram travadas. Morreram muitas pessoas, entre mulheres, crianças e idosos, que não aceitaram entregar facilmente a terra e o lar deles - tudo o que possuíam - por uma decisão do deus dos invasores.
Para os descendentes de Abraão, a motivação religiosa era o motor que motivava as lutas, tanto nas vitórias quanto nas derrotas.
A história oficial foi contada pelos vencedores, não pelos derrotados. A violência foi justificada pela religião.
Mas esse tipo de argumento já não é mais aceito. Nosso atual estágio de consciência e sentido de justiça não nos permitem recorrer a tais argumentos.
Rejeitamos totalmente a violência com motivação religiosa. Cremos que Deus ama a todos os indivíduos e nações por igual. Não é vontade divina que alguns prosperem às custas da miséria dos demais.
Alguns argumentos devem simplesmente desaparecer do nosso meio. Não justifiquemos o injustificável.
Concluindo: Deus tem promessas de plenitude para nós, e temos que conquistá-las com os nossos esforços, pois não vão cair prontas no nosso colo. Mas devemos ter ética e lutar com respeito e dedicação, sem recorrer a injustiças, menos ainda com motivações religiosas.
- Afinal, Deus deu ou não a terra de Canaã aos descendentes de Abraão?
- Você tem lutado para que as promessas de Deus se realizem na sua vida? Como?