sexta-feira, 21 de março de 2025

A terra prometida

“Uma terra que mana leite e mel” (Êxodo 33, 3) - eram as características da terra que o Senhor supostamente prometeu aos descendentes de Abraão, conhecida como Canaã, atualmente a região de Israel, Palestina, Jordânia e parte da Síria.

Não era um território vazio, mas habitado há tempos por diversos povos.

A terra seria dos descendentes de Abraão, mas eles teriam que conquistá-la; ela não lhes seria simplesmente dada.

Lutas violentas e sangrentas foram travadas. Morreram muitas pessoas, entre mulheres, crianças e idosos, que não aceitaram entregar facilmente a terra e o lar deles - tudo o que possuíam - por uma decisão do deus dos invasores.

Para os descendentes de Abraão, a motivação religiosa era o motor que motivava as lutas, tanto nas vitórias quanto nas derrotas.

A história oficial foi contada pelos vencedores, não pelos derrotados. A violência foi justificada pela religião.

Mas esse tipo de argumento já não é mais aceito. Nosso atual estágio de consciência e sentido de justiça não nos permitem recorrer a tais argumentos.

Rejeitamos totalmente a violência com motivação religiosa. Cremos que Deus ama a todos os indivíduos e nações por igual. Não é vontade divina que alguns prosperem às custas da miséria dos demais.

Alguns argumentos devem simplesmente desaparecer do nosso meio. Não justifiquemos o injustificável.

Concluindo: Deus tem promessas de plenitude para nós, e temos que conquistá-las com os nossos esforços, pois não vão cair prontas no nosso colo. Mas devemos ter ética e lutar com respeito e dedicação, sem recorrer a injustiças, menos ainda com motivações religiosas.

- Afinal, Deus deu ou não a terra de Canaã aos descendentes de Abraão?

- Você tem lutado para que as promessas de Deus se realizem na sua vida? Como?

sábado, 15 de março de 2025

Geração perversa e adúltera

Os homens, criados à imagem e semelhança de Deus, rebelaram-se contra o seu Criador; redimidos pelo sangue de Cristo, eles rejeitaram a Cruz do Salvador; presenteados com o dom do Espírito, eles expulsaram do seu coração a Sabedoria e a Fortaleza.

Trocaram ao Deus verdadeiro pelos ídolos do momento. Assim, torna-se difícil conciliar a amizade com Deus e com os homens. Ser amigo de um é se indispor com o outro, e vice-versa.

Então é preciso tomar uma decisão: a quem vamos ouvir e seguir?

Jesus chamou os contemporâneos do seu país de "geração má e adúltera" (Mateus 12, 39; 16, 4).

Ele disse que Seus discípulos "estavam no mundo" (João 17, 11), mas que não "eram do mundo" e que, por isso, o "mundo os odiou" (João 11, 14).

Na atualidade, os homens negam a existência de Deus. Eles organizam a vida pessoal, familiar e social sem Deus, sem influência de nenhuma religião, para não privilegiar uma em detrimento das outras. Os religiosos são considerados supersticiosos e fanáticos, num contexto social cada vez mais científico e tecnológico.

Seus livros sagrados são classificados como antigos e irrelevantes, diante de recentes descobertas arqueológicas, astronômicas, filosóficas e psicológicas.

Deus é considerado uma projeção da mente humana, uma espécie de super homem, capaz de fazer tudo o que o homem deseja mas não consegue. Para muitos, Deus foi um recurso psicológico utilizado para intimidar os maus e manipular os ingênuos. Para eles, em nome de Deus foram travadas as guerras mais violentas, em que muitas vidas foram perdidas e a natureza devastada.

Com esta mentalidade, tudo o que tem a ver com Deus é rejeitado. E, quando Deus é excluído da humanidade, são os homens que determinam o que é certo ou errado, muitas vezes conforme os interesses dos grupos que detêm o poder político e econômico.

Por isso, acreditar em Deus, ser amigo de Deus, é andar na contramão da sociedade, é nadar contra a correnteza, é sofrer todo tipo de ataque, principalmente nestes tempos de redes sociais amplamente utilizadas.

É preciso cristãos maduros, conscientes e convictos, enraizados na mais sólida Tradição e Doutrina, que não se deixam abalar pelas críticas e perseguições, tão presentes na Igreja desde o primeiro século da era cristã.

Mas também é necessário reconhecer o progresso intelectual da humanidade e estimar o conhecimento acumulado, valorizando os pensadores que sabem conciliar a ciência autêntica com a fé genuína, nos inspirando nos grandes teólogos da Igreja.

sexta-feira, 7 de março de 2025

Sexo no casamento

A intimidade sexual aproxima a mulher e o homem unidos pelo sacramento do Matrimônio.

Não se pode subestimar a importância da intimidade sexual. Através dela, crescem a conexão emocional, o sentimento de pertença, a fidelidade conjugal, a felicidade do casal.

Dizendo de forma negativa, a diminuição ou suspensão da intimidade sexual afasta e desconecta emocionalmente a mulher e o homem, prejudicando a qualidade do pertencimento, da fidelidade, da harmonia conjugal.

Claro, quando o casal é jovem e não tem filhos pequenos, a frequência e a qualidade da intimidade sexual são maiores, produzindo muita satisfação.

Mas é natural que, durante a primeira infância dos filhos, com o avanço da idade, com o aumento das responsalibidades e preocupações, tanto a frequência quanto a qualidade da intimidade sexual diminuem, gerando um certo desconforto, principalmente quando a comunicação entre o casal não é satisfatória.

É sumamente importante valorizar a intimidade sexual. Não é uma coisa boba, à toa. A sua suspensão pode produzir crise conjugal, gerando desconfiança, baixa autoestima, predispondo para o adultério.

O casal não pode permitir que as responsabilidades e preocupações afetem algo tão fundamental como a intimidade sexual.

Em caso de menopausa ou andropausa, é preciso muita compreensão e paciência, mas também acompanhamento médico, que pode sugerir reposição hormonal, a fim de que o desejo sexual não seja severamente afetado e prejudique o casal.

O desejo sexual também pode diminuir com a prática da masturbação e do consumo de pornografia. Por isso, o casal deve conversar para que tais práticas sejam suspensas, pois a mulher tem direito ao homem na sua melhor forma e disposição, e vice-versa.

E, tratando-se de um casal cristão, não pode faltar a oração, a meditação, para que os compromissos conjugais sejam mantidos e não faltem aos esposos o amor, a compreensão, o acolhimento.

Esposa, esposo, ofereçam o melhor de si um ao outro, a sua melhor forma, a sua melhor disposição. Redescubram a satisfação da intimidade sexual.


- Como anda a qualidade da intimidade sexual no seu casamento?

- Há diálogo e comunicação para fortalecer o amor, a compreensão e o acolhimento?

quinta-feira, 6 de março de 2025

Nada de sacrifício

Vivemos em tempos de facilidades. Tudo está fácil, ao alcance das mãos, nos aparelhos de celular ou nos computadores. Já não é mais preciso pegar filas em bancos, gastar combustível do carro e pegar trânsito nas avenidas. Bastam alguns poucos minutos e, pronto, no conforto do nosso lar, temos satisfeitas as nossas necessidades: fazemos compras online de alimentos, roupas, equipamentos eletrônicos, passagens aéreas etc.

As coisas acontecem no dia e horário determinados por nós: consultas médicas, reuniões, filmes e séries de Netflix etc. Temos tudo sob controle.

Estamos empoderados, e não queremos dar um passo sequer para trás. Estamos mal acostumados.

Nesse contexto, ninguém quer abrir mão dos direitos conquistados, ninguém quer saber de sacrifício, que é interpretado como algo negativo, que tira o sagrado direito por conforto e comodidade.

Temos nos tornado preguiçosos, sedentários, dispersos, acomodados, obesos, ansiosos, consumistas, vaidosos, desperdiçando sem compartilhar.

Não há vitórias nem conquistas sem sacrifício, sem esforço, sem renúncia. Os excessos nos adoecem e enfraquecem. Nos tornamos presas fáceis. Não chegamos a nenhum lugar assim. O que vem fácil, vai fácil.

Estamos na Quaresma. É um tempo para acordar para a vida. É um tempo para sair da zona de conforto, da mesmice, da rotina. Para obter novos resultados precisamos tentar novas estratégias; do contrário, só daremos volta ao redor de nós mesmos, sem sair do lugar. É necessário disciplina, objetivos claros, passos seguros.

Somos humanos. Precisamos nos lembrar disso. Precisamos nos reconectar com o nosso coração, com os nossos sentimentos. Precisamos olhar o outro nos olhos e reconhecer que ele é nosso irmão. A dor dele tem que doer em nós. A necessidade dele tem que ser a nossa. Superemos a indiferença.

Não tenhamos medo de fazer sacrifícios. Eles são remédios para curar as doenças da nossa alma, da nossa mente, com efeitos positivos no nosso corpo também.

Quem sabe deixar um pouco de lado as redes sociais, que nos escravizam e distraem? Quem sabe deixar a sensualidade e o erotismo, a pornografia, a masturbação? Quem sabe deixar de comprar o que não precisamos?

Será um nadar contra a correnteza. Mas coragem! Voltemos ao que é essencial, ao que é natural, ao que fortalece e faz crescer.


- Você está precisando fazer sacrifícios?

- Que benefícios os sacrifícios trariam a você?

Pense comigo

Por que eu não gosto de pobre? Porque pobre é vagabundo e preguiçoso; porque ele pesa no bolso da sociedade; porque ele suja e enfeia a cida...