- Quem é você?
- Eu sou Fulano, tenho tantos anos, filho de Siclana e de Beltrano, tenho tantos irmãos, moro em tal lugar há um par de anos. Torço para tal time. E sigo tal religião.
- Muito bem. Mas quem é você?
- Ué, acabei de responder a você!?!
- Quero saber mais.
- Tá bom. Eu sou Fulano. Minha comida preferida é tal, minha bebida favorita é tal. Gosto de ouvir música, de dançar. Gosto de ir ao cinema, de ver filmes e séries. Gosto de assistir jogos de futebol. Gosto de viajar, de conhecer novos lugares. Gosto de sair com os amigos, de fazer festa com a família. Gosto de cantar e tocar violão.
- Nossa, que legal! Então quem é você?
- Ah, você só pode estar de brincadeira, né?
- É a última vez. Quero saber mais.
- Tá bom. É a última vez, hein? Eu sou Fulano. Amo a minha família, os meus amigos. Quero ser feliz. Quero realizar meus sonhos. Acredito no amor. Valorizo a vida. Procuro ajudar as pessoas. Não gosto de mentiras. Fico bem com a felicidade dos outros. Fico triste com as injustiças. Tenho medo da solidão e da morte. Acredito em Deus, no Seu amor, na Sua misericórdia. Espero que o mundo seja um lugar melhor.
- Agora, sim, fiquei satisfeito!
- Por que você me perguntou três vezes quem eu era?
- Porque as primeiras respostas costumam ser superficiais. A melhor resposta, a mais profunda, é sempre a última. É a que eu estava esperando.
- Interessante. Gostei da experiência!
- Quem é você?
- Você conhece o "eu profundo" das pessoas ou se contenta com a superficialidade?
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