Apesar de estarem profundamente vinculadas, não são exatamente iguais a missão de Jesus e a missão da Igreja.
Jesus recebeu do Pai as características exclusivas da Sua missão: dar a conhecer às pessoas o amor salvador de Deus e Sua própria divindade através de discursos acompanhados do perdão aos pecadores, das curas aos doentes, dos exorcismos de endemoninhados, dos alimentos compartilhados com os famintos, da valorização das crianças, mulheres e estrangeiros, da crítica construtiva às práticas religiosas judaicas e ao poder político romano.
Era a missão de Jesus constituir o novo povo de Deus através da nova e eterna aliança pela Sua morte e ressurreição, reconciliando os pecadores com Deus, enviando com o Pai o Espírito Santo sobre os fiéis reunidos em comunidade.
A Igreja recebeu de Jesus as características exclusivas da sua missão: dar a conhecer às pessoas Jesus Cristo - na Sua relação com o Pai e com o Espírito Santo - através de pregações acompanhadas do recebimento dos sacramentos: o Batismo, a Confirmação, a Reconciliação, a Eucaristia, o Matrimônio, a Unção dos Enfermos, a Ordem Sagrada.
É a missão da Igreja ser o novo povo de Deus, na santidade do Espírito Santo, no serviço às necessidades físicas e espirituais, na crítica construtiva às práticas religiosas e ao poder político.
É a missão da Igreja santificar, ensinar e pastorear na pessoa de Cristo. Isso acontece concretamente nas dioceses, paróquias e comunidades, através dos ministros ordenados (Papa, bispos, padres e diáconos) e não ordenados (consagradas e consagrados e fiéis leigos e leigas), nas pastorais, movimentos e grupos.
É a missão da Igreja preparar os discípulos de Cristo para os desafios da vida presente, na esperança da vida eterna com Deus nos Céus.
Há pessoas que dizem que Jesus não fundou nenhuma igreja, que Ele não queria a institucionalização da Sua vida e missão, que tudo o que o Catolicismo oferece é invenção humana, sem relação com a intenção original de Jesus Cristo.
Mas, como vimos, a verdade é que Jesus queria a continuidade da Sua vida e missão através da Igreja. Isso foi transmitido aos apóstolos e eles o entenderam perfeitamente, executando a intenção original do Mestre e fundador da Igreja, conforme a mentalidade judaico-cristã e romana da época.
Em resumo: a prática da Igreja Católica não é um traição à intenção original de Jesus Cristo; é justamente o contrário: um esforço de tornar realidade o que Jesus Cristo desejou.
- Cristo desejou a existência da Igreja?
- A Igreja tem sido fiel à intenção original de Jesus Cristo?
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