Quando o assunto é a fé, podemos confiar no coração?
Como sabemos, temos acesso à verdade por meio da inteligência unida aos cinco sentidos. Ou seja, aceitamos algo como verdadeiro quando entendemos a sua lógica, captada através da visão, do tato, da audição, do alfato e do paladar. É uma verdade palpável, mensurável, que se pode comprovar em qualquer tempo e lugar. E, por isso, não pode ser rejeitada, mas acolhida.
Mas e a verdade religiosa? Deus não é captável pelos sentidos, o que impede o entendimento da Sua lógica.
O coração, o sentimento, a emoção podem ser considerados meios válidos para alcançar a verdade religiosa?
Há gente que diz: "Eu sinto que é verdade. Meu coração me diz que Deus existe. Minhas mãos se aquecem, minha pele fica arrepiada, meus olhos se enchem de água, meu coração acelera". Isso é válido?
"O coração tem razões que a própria Razão desconhece", disse o filósofo Pascal.
Há gente que diz: "Aprendi dos meus avós, dos meus pais, então eu acolho como verdade e transmito aos meus filhos". E ainda: "Aquela pessoa fala com tanta convicção que, mesmo não me comprovando, eu aceito como sendo verdadeiro". Isso é válido?
De fato, a fé nasce da fala convicta e da escuta acolhedora. A fé tem dificuldade de ser transmitida quando não há convicção ou quando falta o acolhimento.
Pode ser palavra falada ou Palavra escrita. Há quem diga: "Aceito como verdade porque está na Bíblia, que é a Palavra de Deus". E também: "Se está na Bíblia então é verdade e você tem que aceitar".
Dizem: "Sei que a Bíblia é verdadeira, porque meu coração confirma que é verdade". E ainda: "O Espírito Santo me revela que é verdade". E todos acolhem e ninguém questiona, sem necessidade de inteligência e dos sentidos. O coração basta, a confiança em quem fala é suficiente.
Isso é válido?
- Como você chegou à fé que tem hoje?
- Como você convence os outros sobre a verdade da sua fé?
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