- Sim, é totalmente possível acreditar em Deus e não ter religião.
- Não, não é possível, não. Sinto muito.
- Ninguém pode julgar meu interior. Só Deus conhece a minha fé. Deus sabe que eu acredito n'Ele.
- Você reza? Você lê a Bíblia?
- Não leio, não tenho Bíblia. Mas rezo de vez em quando. Penso em Deus, antes de dormir.
- Você tem um sentimento religioso, mas não tem fé.
- Claro que tenho.
- A fé leva a pessoa a ter uma comunicação constante com Deus e, ao mesmo tempo, com outras pessoas que também acreditam em Deus.
- Eu não tenho tempo para religião. Minha vida é muito ocupada. Vivo a fé do meu próprio jeito. E sei que Deus me ama como sou.
- A fé muda nosso jeito de ser, nossas prioridades. Se você continua o mesmo, se coloca outras prioridades no lugar de Deus, então não tem fé, mas só um sentimento religioso.
- Pois que seja então. O importante é que sou feliz assim, que estou em paz.
- Talvez seja esse o seu problema então: você está muito em paz que, na realidade, é comodismo. Você gosta das coisas como estão. Não quer mudanças, não quer compromissos.
- Isso mesmo. Quero ter tempo para mim, para minhas próprias coisas.
- O sentimento religioso não é suficiente para enfrentar as grandes adversidades da vida, como a morte, as doenças graves, os acidentes, os prejuízos econômicos, as crises conjugais, as limitações da idade avançada etc.
- Por enquanto estou bem assim.
- Quando quiser passar do sentimento religioso à fé, estarei aqui para ajudá-lo. Deus o abençoe.
- Por que as pessoas preferem o sentimento religioso à fé?
- Educamos as pessoas para terem fé ou para terem sentimento religioso? Onde estamos falhando?
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