Os judeus achavam que só eles eram o povo escolhido por Deus, que só eles seriam salvos e todos os outros povos seriam condenados.
Vieram então Jesus Cristo e o Espírito Santo para revelar as verdadeiras pretensões de Deus: salvar a humanidade inteira.
Mas, com o passar dos séculos, os cristãos voltaram ao pensamento dos judeus, restringindo a salvação apenas aos que crêem em Cristo.
Então é urgente voltarmos ao ensinamento de Jesus e do Espírito Santo. A salvação é para todos: cristãos, não cristãos, agnósticos e ateus.
O ser humano - independente da sua crença - deseja a plenitude, a felicidade, a paz. Deseja profundamente amar e ser amado. Deseja o perdão das suas culpas. Deseja uma vida sem fim, sem lágrimas, sem doenças. Deseja se reencontrar com os seres queridos que já se foram. E sabe, por experiência própria, que isso não se alcança totalmente no aqui e agora.
Em outras palavras: o ser humano deseja a salvação. E é um direito dele recebê-la, ser salvo. Os cristãos não podem privar ninguém da realização do maior desejo humano, restringindo a salvação apenas aos que crêem em Cristo.
A salvação é universal. Deus a quis assim. O Céu é suficientemente grande para caber todo e cada ser humano, de todos os tempos e lugares.
Só não se salvará aquele que não quiser e livremente rejeitar a salvação, pois ela é uma proposta, e não uma imposição.
Mesmo que professe outra fé, que creia em outras divindades, que pertença a outra religião ou não tenha nenhuma para chamar de sua, deve ter o seu direito assegurado à salvação, ao Céu.
A fé pode ser relativizada, mas definitivamente não se pode relativizar o amor, a justiça, o bem, a verdade. É obrigatório abandonar o ódio, a injustiça, o mal, a mentira para receber a salvação, para se salvar, para ir ao Céu, para o descanso eterno, junto de Deus e dos seres queridos.
- A salvação é exclusiva para os cristãos?
- A fé pode ser relativizada para a salvação?
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