- Como trazer as pessoas pra Igreja, pra Cristo?
- Não há uma receita, um esquema, uma estratégia que sirva pra todos.
- Sim, eu vejo que as pessoas são muito diferentes, que têm necessidades e preferências muito particulares.
- Exato. No geral, faz-se primeiro uma apresentação breve sobre a vida de Jesus. É como se fosse um primeiro degrau. Pode ser feito presencialmente e também de forma virtual, de modo verbal ou utilizando músicas, desenhos, fotos e vídeos.
- Legal, bem atraente, né?
- Sim. Também se pode partir da necessidade real da pessoa. Tem gente que está passando por tribulações, doenças, problemas conjugais e familiares, dificuldades financeiras, desemprego, dependência química etc. Através de conversas e aconselhamentos, apresenta-se Jesus como aquele que pode atender as necessidades diárias.
- Bem bacana também.
- Também se pode utilizar elementos da religiosidade popular. Há quem goste de água benta, velas, incensos, imagens, medalhas, promessas, romarias a santuários, procissões, rosários, ladainhas, novenas etc. Estas devoções podem ser uma porta de entrada aos afastados da Igreja.
- Realmente muitas pessoas gostam disso.
- Tem também os escolarizados, que são menos emoção e mais razão. Estudam e lêem muito. Fazem perguntas complexas e exigem respostas profundas, sem contradições. Para que aceitem uma verdade, pedem raciocínio lógico e argumentos bem fundamentados. Também aos universitários a fé precisa ser apresentada com inteligência.
- Puxa vida, você tem toda a razão!
- Mas não podemos nos contentar apenas com o primeiro degrau. É preciso subir toda a escada. A doutrina deve ser transmitida integralmente. Os aperitivos não substituem o prato principal. Infelizmente vemos muitas lideranças especializadas em atrair as pessoas, em apresentar com criatividade um resumo da fé, mas são poucos os líderes que dão continuidade. Há mais pessoas pra lançar sementes do que pra regar e arrancar as ervas daninhas. É preciso vida de oração, vida bíblica e sacramental.
- Sem palavras. Concordo totalmente.
- E é preciso pensar nas necessidades específicas de cada idade e grupo. Por exemplo: crianças e jovens, mulheres e homens, periferia e centro, zona urbana e rural etc. E marcar presença nas rádios, TVs, redes sociais etc. Em resumo: apresentar o Cristo inteiro ao homem inteiro: corpo, mente e coração.
- Perfeito!
- Estamos sabendo atrair as pessoas pra Igreja, pra Cristo?
- Onde estamos acertando? Onde estamos errando?
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