- Queremos um presidente forte!
- Como seria um presidente forte?
- Forte, oras... Firme, sério, temido, respeitado, que defenda nossos interesses, interesses do nosso país, sem se render aos demais.
- Um presidente nacionalista?
- Sim, nacionalista. Ninguém tem que dar palpite nas nossas decisões; nem a ONU, nem qualquer organização internacional. Essa gente fica falando de proteção aos povos nativos, ao meio ambiente, de aquecimento global, e atrapalham nosso desenvolvimento econômico.
- Um presidente que nega as ciências?
- Não tem como um país se desenvolver economicamente obedecendo normas ecológicas. No passado, os países desobedeceram e se desenvolveram. E agora querem nos obrigar a obedecer, sacrificando nosso desenvolvimento. Isso está errado.
- Um presidente assim teria problemas com a lei, com a imprensa.
- Danem-se a lei e a imprensa. As leis atuais devem ser trocadas por novas. E a imprensa deve ser colocada no lugar dela. Ninguém mais quer saber de jornal, de TV, de rádio; temos a Internet. Ninguém tem o monopólio das informações. Fazemos nossas próprias notícias.
- Mas as pessoas vão gostar desse tipo de comunicação?
- Elas não têm que gostar. O presidente vai dizer o que precisa ser dito, dizer o que gostaríamos de dizer mas temos vergonha. Não precisa ser politicamente correto. Afinal, o povo gosta mesmo é de falas acaloradas.
- E o outro candidato?
- É um fraco. É um pau-mandado. Escravo das organizações internacionais e da imprensa. Segue em tudo a lei. O país fica estagnado, não se desenvolve. É um candidato sem chance.
- De que tipo de chefe nossa nação precisa?
- É possível que um país se desenvolva economicamente obedecendo normas ambientais e ecológicas internacionais?
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