Poder é serviço. Cristo veio para servir, não pra ser servido. Tal Cristo, tal o cristão, tal o católico.
Como uma mãe - que não cria filhos para si mesma, mas para o mundo -, a Igreja Católica não forma cristãos para si, mas para a sociedade.
As cidades têm suas organizações que visam promover e cuidar do bem comum dos cidadãos, especialmente dos mais vulneráveis, independentemente de convicções religiosas.
Tais organizações requerem lideranças que se destaquem pela honestidade, inteligência e sensibilidade, e pelo compromisso com a justiça e com o bem.
Assim sendo, a Igreja Católica pode oferecer à sociedade cristãos que correspondem ao perfil de liderança que as organizações necessitam.
Sim, a sociedade é laica - não privilegia nem prejudica nenhuma religião. É importantíssimo não confundir Estado e Igreja, que são independentes. Governa-se para a coletividade, não para grupos isolados.
Mas não há incompatibilidade entre a laicidade do Estado e a participação ativa de cristãos nas estruturas do poder democrático, pois um cristão bem formado sabe que a caridade é universal.
Claro, ser cristão não é um requisito indispensável para exercer uma função de liderança na sociedade; há excelentes líderes não cristãos.
Mas também existem maravilhosas lideranças cristãs que participam ativamente na sociedade democrática. Tais líderes devem ser valorizados e apoiados.
A Igreja Católica fica muito orgulhosa de ver cristãos colaborando com competência na busca do bem comum e no serviço aos cidadãos mais vulneráveis.
- É errado que um cristão participe ativamente nas estruturas de poder da sociedade?
- O cristão entende que o Estado é laico e que a caridade deve ser universal, sem privilegiar nenhuma religião?
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