- Morreu por causa de linchamento no colégio?
- Sim. Os colegas da escola o lincharam. Está tudo registrado pelas câmeras.
- Minha Nossa Senhora!
- Ele sofria bullying dos companheiros. Então, quando ele retrucou, um colega o derrubou com um soco. Os demais companheiros vieram e começaram a chutá-lo nas costelas, nas pernas, na cabeça.
- Misericórdia!
- Ele se levantou para fugir, mas o empurram e ele acabou rolando pelas escadas, machucando-se ainda mais.
- E ninguém fez nada?
- Quando ele chegou em casa e contou o acontecido à sua família, o pai foi ao colégio pedir satisfação aos diretores e professores, que minimizaram o caso, dizendo que foi um desentendimento normal entre os alunos, que acontece sempre e que se resolve entre eles próprios.
- Que absurdo!
- Levado ao hospital, os médicos disseram que não era um caso grave, que poderia ser tratado sem problemas em casa. E, na verdade, o pulmão tinha sido perfurado, o que gerou uma infecção que se tornou generalizada e o levou a óbito.
- Meu Deus do Céu!
- Pois é. A população está revoltada e exige das autoridades uma punição exemplar dos próprios colegas envolvidos - identificados nas câmeras -, dos pais deles, dos diretores e professores, e dos médicos negligentes.
- Mas a população tem mesmo que estar revoltada. Providências devem ser tomadas para que o deprimente episódio não se repita!
- Tem razão. Essa história não pode ser abafada. A sociedade precisa refletir sobre o comportamento violento dos adolescentes nos colégios, tomando decisões para proteger os alunos.
- O que você e eu podemos fazer pela paz entre os adolescentes nos colégios?
- Como sensibilizar a sociedade a respeito da violência escolar?
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