- Ficam me criticando por algo tão simples, tão natural: sou um homem trans. Nasci homem, num corpo de mulher. Não era feliz com meu corpo, então fiz a transição hormonal, a cirurgia e mudei de nome. Agora, quando olho para o espelho, sou feliz com a imagem nele refletida. Só quero ser respeitado. É um direito meu.
- Penso que você está simplificando demais, naturalizando demais. Não se trata de uma bobagem corriqueira do dia-a-dia. Coloque-se no lugar dos seus pais e parentes. Eles viram você nascer mulher e lhe deram um nome. Eles precisam de um tempo para assimilar a nova realidade, assim como as demais pessoas. É preciso respeitar isso também.
- Ficam "fazendo um redemoinho num copo d'água". Me irrita quando me tratam com pronomes femininos. Fazem de propósito para me tirar a paciência. É um bullying.
- Não nego que a sociedade seja homofóbica. Há sinais evidentes disso. Acredito que a situação já foi bastante pior. Ainda há um longo caminho a percorrer. Mas as novas gerações são mais abertas e acolhedoras. É preciso ter paciência. É uma mudança cultural, de mentalidade.
- As pessoas fazem piadas; somos ameaçados de espancamento, de morte.
- Mas agressão não se resolve com mais agressão. Isso só gira a engrenagem da violência, fazendo crescer a espiral do ódio. Alguns discursos da comunidade LGBTQIA+ geram reações negativas na sociedade, nas famílias. É preciso rever essa estratégia com urgência, pois os resultados são negativos.
- Só queremos que nos deixem em paz, que nos deixem sermos felizes, sem sermos azucrinados.
- A vida em sociedade cobra seu preço.
- O que leva uma pessoa a fazer a transição hormonal, a cirurgia e mudar de nome?
- É possível a convivência harmoniosa entre pessoas de diferentes espectros sexuais? Como?
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