- Pra mim, Jesus não é Deus. E pronto.
- É Deus, sim. Deus-Filho. Filho único de Deus.
- Deus é espírito, todo-poderoso. Jesus é homem, morreu numa cruz como criminoso.
- Jesus é homem, sim, mas é Deus-Filho feito homem. E aceitou morrer numa cruz no lugar dos verdadeiros criminosos e pecadores, quem somos nós.
- No meu lugar, não. Não tenho nada a ver com a morte d'Ele na cruz.
- Tem a ver, sim. Porque ainda hoje continuamos a cometer violências contra inocentes e, de alguma forma, Jesus continua morrendo em nossas mãos.
- Que patético isso!
- Patético nada. Sendo inocente, Jesus morreu no lugar dos culpados para que eles vivessem a vida d'Ele.
- E valeu a pena? Tanto sacrifício pra nada. As pessoas continuam sendo violentas e culpadas. A cruz foi um fracasso total.
- Você está vendo o copo "meio vazio". Veja-o "meio cheio". Ao conhecerem e experimentarem o amor de Cristo demonstrado na cruz e ressurreição, muitas pessoas foram transformadas.
- Negativo. Vejo o copo como ele está: pela metade. Sem otimismos fantasiosos. E a ressurreição? É um mito! Jesus morreu e foi comido pelos vermes, como qualquer outro.
- Não é verdade. O bem venceu, o amor venceu, a vida venceu!
- Isso é o que você quer acreditar! Isso é o que ensinaram a você e você fica por aí repetindo como um papagaio.
- Sim, eu quero acreditar. A fé na ressurreição de Cristo é o fundamento do Cristianismo. Eu aprendi sobre a vitória da cruz. Eu experimento na minha vida a vitória da cruz. Eu transmito aos outros o que vivo sobre a vitória da cruz.
- Não adianta. Você não vai me convencer sobre a divindade de Jesus nem sobre a suposta ressurreição d'Ele.
- Que pena. Você não imagina quão poderosa é a fé num Deus que, por amor, se faz homem, aceitando morrer numa cruz e ressuscitando para salvá-lo. Abre-se e se expande o horizonte da esperança e do amor.
- Patético!
- Não. Isso se chama fé!
- Você acredita na divindade de Jesus? Você fala disso aos demais?
- Cristo ressuscitou? Como você sustenta essa verdade?
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