- Eu entendo o bem, gosto do bem, quero fazer o bem. Mas incrivelmente acabo fazendo o mal. Eu não suporto isso! Peço tanto a Deus para que Ele me ajude, mas Ele não me ajuda.
- São Paulo já havia dito isso aos romanos: "Não faço o bem que quero, mas o mal que não quero".
- Por que Deus me deixa lutar sozinho contra o mal, se Ele sabe que eu sou fraco?
- Esse é o "mistério do mal", como chamava Santo Agostinho. Sem que possamos entender completamente, Deus pode permitir um mal menor em vista de um bem maior. O mal está a serviço de Deus, o Sumo Bem. Lembra-se da história de Jó?
- Aquele que tudo perdeu por causa de Satanás, mas depois tudo recuperou, conforme os planos de Deus, né?
- O próprio. Santo Agostinho disse: "Oh feliz culpa de Adão, que nos mereceu tão grande Salvador". Deus está no comando de tudo, e Ele é bom o tempo todo!
- Mas o mal que faço ofende as pessoas, machuca as pessoas, desfaz os laços. Não há nada de bom no mau. Isso me angustia, tira a minha paz.
- Podemos errar menos, mas não deixar de errar. O erro é inerente à condição humana. É como se sujar. Temos que tomar banho todos os dias. Temos que pedir perdão a Deus todos os dias, e recomeçar todos os dias, e se levantar após a queda todos os dias.
- E Deus não se cansa disso? Não é muito cômodo para nós errar sabendo que, depois, Deus nos perdoará?
- O amor e a misericórdia de Deus não têm limites. Ele é Deus, e não homem. Ele perdoa até setenta vezes sete, ou seja, sempre.
- Sei lá. Às vezes tenho dúvidas disso.
- Lembre-se: Satanás conhece seu nome mas o chama pelos seus pecados; Deus conhece seus pecados mas o chama pelo seu nome. Cada dia Cristo morre e ressuscita por você, pagando a enorme dívida que você tem pelos seus erros. Essa verdade é por demais maravilhosa, e precisa ser anunciada!
- Como você lida com suas próprias imperfeições? E com as dos outros?
- O mal tem a mesma força que o bem? Há mal no bem? Há bem no mal?
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